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Lesada pagou para matar burlão, mas foto era de outro — Salvo pelo FBI 18 Julho 2020

Tisha Raines-Dawn de 45 anos (foto) caiu nas teias da lei quando tentou contratar um matador para vingar a burla de que ela fora vítima, alegadamente por um oficial da Marinha dos Estados Unidos que conheceu nas redes sociais.

Lesada pagou para matar burlão, mas foto era de outro — Salvo pelo FBI

Dois anos depois de contratar por cinco mil dólares um matador — que afinal revelou ser um agente do FBI —, a residente em Indiana está a cumprir uma pena de 115 meses de prisão efetiva e três anos de liberdade sob supervisão.

O caso começou quando, no início de maio de 2018, a mulher abordou uma pessoa para a ajudar a contratar um matador para o "oficial da Marinha dos Estados Unidos" que a tinha burlado num esquema online.

Essa pessoa denunciou o caso ao FBI, que montou uma operação para apanhar Trisha. Uma equipa ia encarregar-se-ia de montar a armadilha. Um agente ia servir de isco, como matador contratado.

Trisha oferecia cinco mil dólares, mas confessou ao seu contratado que ia ter de lhe pagar em anfetaminas porque não tinha dinheiro disponível. Assim foi, desde logo com o primeiro pagamento — mais um crime a juntar à lista que a contratante ia ter de enfrentar daí a três meses.

O compromisso ficou firmado com um total de 27,7 gramas de anfetaminas. O restante seria pago em mais prestações. Combinaram que iam manter-se em contacto através de SMS.

Roubo de identidade

Entretanto, a equipa do FBI tinha encontrado na Califórnia o homem da foto, cujo nome era ligeiramente diferente do nome que Trisha dera. Mas o mais surpreendente era que o homem da foto fora também ele vítima, mas de roubo de identidade.

Segundo o oficial da Marinha contou ao FBI, mais de cem mulheres o tinham contactado pensando que ele as tinha burlado e o caso estava sob investigação.

A 23 de maio, Trisha recebeu uma chamada: "Encontrei a encomenda". Acertaram detalhes sobre a próxima prestação, a pagar em anfetaminas. Ele prometeu: "Depois chamo para dar mais detalhes do trabalho".

Encenação da morte do oficial da Marinha

O visado no contrato de morte aceitou colaborar com o FBI. Seguiu-se a encenação da sua "morte", registada em fotos.

Trisha recebeu as fotos a 9 de agosto. Ela viu que o burlão tinha sido levado ao deserto, na Califórnia, onde o matador o crivara de balas. Foi "enterrado" no mesmo local.

A sua última conversa com o "matador contratado" foi sobre o facto de que não conhecia mesmo o burlão "assassinado".

Cinco dias mais tarde, foi detida e constituída arguida por "tentativa de homicídio" e "conspiração para cometer homicídio".

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