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Lesotho: Primeira-dama suspeita na morte da sua antecessora entregou-se 07 Fevereiro 2020

Maesaiah Thabane, a esposa do primeiro-ministro Thomas Thabane, apresentou-se ao juiz na quarta-feira, 5, depois de mais de três semanas decorridas sobre o mandato internacional que a dava como fugitiva à justiça enquanto suspeita no homicídio da anterior primeira-dama do reino do Lesotho.

Lesotho: Primeira-dama suspeita na morte da sua antecessora entregou-se

Maesaiah Thabane entregou-se às autoridades lesothianas na fronteira com a África do Sul, país onde estava fugida à justiça, desde o início de janeiro, como suspeita do homicídio, em 2017, da então primeira-dama, Lipolelo Thabane, e de homicídio tentado contra a pessoa que a acompanhava.

A detenção da esposa do chefe do executivo lesothiano resultou de um acordo entre os advogados dela e a polícia do Lesotho, segundo disse em conferência de imprensa na quarta-feira, 5, o porta-voz da polícia Mpiti Mopeli, citado pela agência noticiosa francesa, AFP.

O reino do Lesotho, uma monarquia constitucional, expressa-se "envergonhado" com o seu chefe do governo, depois de ficar há três anos "em choque" com o assassínio da ex-primeira-dama Lipolelo Thabane, de 58 anos, atingida de perto com vários tiros quando regressava a casa ao anoitecer.

Um "crime sem sentido", como o classificou o viúvo, Thomas Thabane, de 78 anos, que dois dias depois tomava posse para um novo mandato de primeiro-ministro do reino de Lesotho.

O comissário Holomo Molibeli (foto, mais à direita) que há três anos investiga o caso — que o próprio primeiro-ministro viúvo entendeu não merecer investigação porque era "um crime por desconhecidos" — contou à correspondente da BBC em Maseru, a capital lesothiana, sobre as dificuldades do seu trabalho. O muro de silêncio dos agentes que primeiro tomaram conta da ocorrência, as provas recolhidas que desapareceram … ameaças veladas.

Em conferência de imprensa na sexta-feira, 24 último, Thabane anunciou que vai deixar a chefia do governo, "mas não por causa deste caso sem fundamento, mas devido à minha idade", como reportou o Lesotho Post na edição desse dia.

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Fontes referidas. Arquivo: Lesotho: Mistério da morte da 1ª dama seguido de fuga da 2ª procurada pela polícia, 27.jan.020; Lesotho depende da lã, mas daí até deputados se esmurrarem…, 01.dez.019. Fotos: Lipolelo, primeira-dama de jure até à sua morte em 2017, por homicídio. O PM e a sua nova primeira-dama "não reconhecida pela lei" até 2017 e que só o passaria a ser ("de jure") após a morte de Lipolelo. O comissário Holomo Molibeli. LS

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