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Líbano recebe vasta solidariedade até para tratar feridos em hospitais de Israel — Trump apressa-se em falar de atentado 05 Agosto 2020

A frente diplomática mexe-se e contam-se por dezenas os países que já ofereceram ajuda ao Líbano, na manhã seguinte às duas explosões — no depósito de nitrato de amónio sito no porto de Beirute — que deixaram mais de cem mortos e mais de quatro mil feridos. Doze horas depois, continua a busca por sobreviventes entre os escombros que atingem uma vasta área da capital libanesa.

Líbano recebe vasta solidariedade até para tratar feridos em hospitais de Israel — Trump apressa-se em falar de atentado

O Líbano recebeu manifestações de solidariedade de vários governos, que se disponibilizaram a ajudar o país atingido por uma "tremenda catástrofe" na tarde de terça-feira. De imediato se fizeram sentir as ondas da solidariedade, vindas através da frente diplomática, da França (esperável dados os laços estreitos entre os dois países) e outros países da União Europeia, dos Estados Unidos, Reino Unido, mas também de hostis como Israel.

Israel surpreendeu a comunidade internacional ao oferecer-se para acolher nos seus hospitais os feridos que se contam por milhares em Beirute, capital habitada por dois milhões e declarada em estado de emergência para as próximas duas semanas.

"Israel abordou o Líbano através dos canais de defesa internacional e da diplomacia para oferecer ao governo libanês ajuda médica humanitária", lê-se no comunicado conjunto dos ministros da Defesa Benny Gantz e dos Negócios Estrangeiros Gabi Ashkenazi citado pelo diário Times of Israel.

Trump: ’parece um atentado’

Em conferência de imprensa uma hora depois do incidente em Beirute, o presidente Trump citou fontes militares ao afirmar: "Segundo os generais que consultei, parece ser um atentado à bomba".

No entanto, segundo as entidades libanesas tratar-se-á de um acidente causado pela negligência: um carregamento de 2.750 t de fertilizante apreendido, há seis anos no porto de Beirute, foi deixado no silo sem as devidas medidas de segurança.

Negligência "inaceitável"

O presidente libanês Michel Aoun disse ser "inaceitável" que as duas mil setecentas e cinquenta toneladas de nitrato de amónio — utilizado quer como fertilizante agrícola, quer como explosivo — "fossem armazenadas por seis anos em um depósito sem a segurança necessária".

O impacto das explosões aplanou o porto de Beirute e fez-se sentir até na vizinha ilha de Chipre, distante cerca de 300 km, "com a intensidade de um terramoto", segundo testemunhos à BBC.

Fontes: BBC/Washington Post/Al Jazeera. Fotos (AP/Reuters/AFP): Em plena crise pandémica —com 5.271 casos e 65 óbitos — mais uma aguda crise económica e política, o Líbano desde ontem, 4, enfrenta ainda uma "tremenda catástrofe" humanitária que já fez mais de cem mortos e deixou mais de quatro mil pessoas feridas. LS

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