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Líder concelhia do PAICV preocupada com situação social no Porto Novo: Alerta para mais desemprego, pobreza, migração de jovens e Câmara preguiçosa 27 Mar�o 2018

O que o PAICV tem constatado no Concelho do Porto Novo é a existência de mais desemprego, mais pobreza e a migração dos jovens sem esperanças e desanimados para outras ilhas. A denuncia parte da primeira secretária do maior partido da oposição no concelho, Elisa Pinheiro, para quem os munícipes estão perante uma Câmara, chefiada por Aníbal Fonseca, «inoperante, preguiçosa e desnorteada», que não saber o que fazer para inverter a actual situação, apostando em festas com gastos de rios de dinheiro dos contribuintes para desviar a atenção da população dos graves problemas que este Município de Santo Antão enfrenta na sequência do mau ano agrícola.

Líder concelhia  do PAICV preocupada com  situação  social no Porto Novo: Alerta para mais desemprego, pobreza, migração de jovens e Câmara preguiçosa

A responsável local dos tambarinas faz questão de realçar que verificou, no terreno, o quadro acima descrito, por estar em permanente contacto com a população do concelho do Porto Novo. «Na verdade, depois de termos visitado diversas comunidades deste Concelho, nos meses de Fevereiro e Março, ficamos extremamente preocupados com a situação económica e social que se vive atualmente no Município, devido à sua degradação contínua, particularmente no que tange ao aumento do desemprego, onde as mulheres e os jovens são os mais afectados».

Elisa Pinheiro salienta que, apesar de se ter criado alguns postos de trabalho sazonais, no âmbito do programa de emergência para a mitigação dos efeitos da seca e do mau ano agrícola, verifica-se que estes são muito inferiores à quantidade propagandeada e insuficientes para fazer face à demanda e às expectativas criadas e aguardadas. «Isto é, trata-se de empregos precários e de curta duração, que não oferece qualquer estabilidade profissional, e cuja quantidade é também muito menor ao número de despedimentos políticos efetuados quer pela Câmara Municipal, quer por outros serviços desconcentrados do Estado, desde as últimas eleições à esta data»

Perante situação Pinheiro conclui o desemprego público neste momento é muito pior do antes do surgir da seca. Isto não obstante o elevado valor monetário colocado à disposição de Cabo Verde por Instituições internacionais para fazer face aos efeitos do mau ano agrícola, em que no Concelho do Porto Novo ainda ninguém viu, segundo ela, onde esse dinheiro está sendo aplicado.

A agravar ainda mais o quadro social no concelho, a liderança concelhia do PAICV alerta que a Câmara vem fazendo recrutamento de pessoas para o trabalho em função da cor política. « Como se isso não bastasse, a seleção das famílias para os poucos empregos gerados é feita de forma discriminatória, ou seja, em função da simpatia política das pessoas afetas ao MPD. A maior parte das pessoas selecionadas são as que fizeram campanha para o MPD, deixando chefes de famílias quem realmente necessitam no desemprego».

Elisa Pinheiro adverte que a situação torna-se mais grave porquanto não se conhece medidas ou políticas concretas da Câmara e Governo do MpD para a criação de postos de trabalho duráveis, conforme foi prometido durante a campanha eleitoral. « Pois, nem com lupa se consegue vislumbrar algum investimento da Câmara ou do Governo Central neste Concelho, capaz de criar emprego e proporcionar dias melhores no futuro dos Portonovenses. Até esta data, a atual Câmara só tem limitado a concluir de forma deficiente, alguns dos projetos deixados pela gestão anterior do PAICV, e que já tinham financiamento garantido», precisou.

Câmara sem visão que gasta rios de dinheiro em festas

Para a primeira secretaria do PAICV, a grave situação sócio-económica que se vive no Porto Novo se deve à falta de visão da actual Câmara de Aníbal Fonseca, que é alegadamente preguiçosa e aposta sobretudo em festas - São João e Festival de Música - para gastar rios de dinheiro dos contribuintes, desviando assim a atenção dos municípios dos problemas existentes.

« Tudo isso acontece, porque estamos perante uma Câmara inoperante, preguiçosa e desnorteada que, perante o facto de não saber o que fazer para inverter a situação, aposta em festas, gastando rios de dinheiro dos contribuintes, para distrair pessoas e tentar fazer assim os jovens a se esquecerem dos reais problemas, como a falta de emprego e outros que os afetam», fundamenta a jovem dirigente do PAICV.

Diante isto, Elisa Pinheiro desafia que o seu partido continua a exigir da Câmara Municipal para que, paralelamente aos convívios e festas, faça alguma coisa que conduza à criação de postos de trabalho efetivo no Porto Novo. «Que invista parte das receitas arrecadadas, provenientes dos nossos impostos e taxas, bem como das ajudas internacionais, no sentido de proporcionar às famílias melhores condições de vida e aos jovens melhores perspetivas de emprego, diminuindo assim a fuga destes para as outras ilhas, evitando desta forma que o nosso Município fique cada vez mais pobre».

Elisa, que conhece bem a Câmara onde chegou a trabalhar com arquitecta no consulado de Rosa Fortes, se apresenta como uma clara alternativa à presidência do Município do Porto Novo nas eleições de 2020. Avisa que o seu partido vai exigir que a maioria – Governo e Câmara- cumpra as promessas que fez aos eleitores locais. «O PAICV, na qualidade de uma oposição responsável e construtiva, está em sintonia com a população cabo-verdiana e profundamente preocupado com a situação do desemprego e com a má governação do país. Assim, exige-se do governo e da Câmara Municipal do Porto Novo o cumprimento das promessas que fizeram ao eleitorado», vai desafiando Elisa Pinheiro.

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