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Líder da UNTC-CS: Situação laboral em Cabo Verde não está de boa saúde e requer uma atenção urgente do Governo 01 Setembro 2018

A secretária-geral da UNTC- CS, Joaquina Almeida, reafirmou, esta sexta-feira, que a situação laboral em Cabo Verde não está de boa saúde e voltou a acusar o Governo de violação do Acordo de Concertação Estratégica assinado em 2017.

Líder da UNTC-CS: Situação laboral em Cabo Verde não está de boa saúde e requer uma atenção urgente do Governo

A responsável da União Nacional dos Trabalhadores Cabo-verdianos – Central Sindical, que falava na abertura hoje do seminário internacional intitulado “Comparação sobre os modelos de Negociação Coletiva e de Estratégias de Sindicalização”, indicou a título de exemplo a não reposição do poder de compra e do desemprego juvenil para sustentar a sua declaração.

“A situação laboral em Cabo Verde não está de boa saúde. Requer uma atenção urgente do Governo, repondo o poder de compra dos trabalhadores, que vem diminuindo desde 2011. Temos uma taxa de desemprego juvenil elevada e a precaridade laboral é gritante com empresas cabo-verdianas e estrangeiras a explorarem trabalhadores com salário de miséria e sem condições de saúde e segurança no trabalho”, denunciou.

Por outro lado, salientou que o Governo recusa a cumprir o Acordo de Concertação Estratégica, rubricado em Julho de 2017, e que vai no sentido de proteger os salários dos trabalhadores em caso de erosão.

O Governo, acrescentou a secretária-geral da UNTC-CS, recusa ainda a cumprir o programa, aprovado no Parlamento, relativo ao aumento salarial de 1% e governar para a felicidade dos cabo-verdianos, conforme prometera em campanha eleitoral.

“Em nome da paz e estabilidade sociais, os trabalhadores cabo-verdianos exigem a reposição do poder de compra nunca inferior a 5%”, reiterou à semelhança do defendido na reunião do Conselho de Concertação Social, realizado no início deste mês, na Cidade da Praia.

Joaquina Almeida salientou ainda que a justiça laboral não consegue dar respostas atempadas devido às insuficiências em termos de estrutura e de pessoal, tornando a morosidade dos processos advenientes dos conflitos laborais num problema sério.

“Nas sociedades democráticas como as nossas as pressões são legítimas e essenciais, pois, permite aos decisores políticos conhecerem o verdadeiro sentimento das pessoas e seus anseios, elementos que canais formais muitas vezes não conseguem detectar ou transmitir”, explicou.

A secretária-geral da UNTC-CS considera que a luta da sua central sindical tem sido “intensa e incisiva” e promete, que apesar das dificuldades, vai continuar a lutar pelos direitos dos trabalhadores.

“Incansavelmente temos vindo a exortar a todos para o diálogo como sendo o início da solução. A ética e a solidariedade devem prevalecer sempre. Os interesses colectivos devem sobrepor os interesses pessoais e contribuir para o bom funcionamento da organização”, advogou. A Semana/Infopress

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