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Líder da bancada do GIRB diz que estátua do Anjo Gabriel foi vandalizada e o escultor da obra responsabiliza a Câmara pelos danos registados 30 Agosto 2018

A líder da bancada do Grupo Independente da Ribeira Brava (GIRB), Leidylene Cabral, diz que a estátua do Anjo S. Gabriel foi “vandalizada” depois de ter sido removida pela edilidade da Ribeira Brava. Leitura bem diferente tem o escultor da obra Sandro Brito, que admite que a imagem sacra terá sido destruída pela Câmara durante a sua remoção.

Líder da bancada do GIRB diz que estátua do Anjo Gabriel foi vandalizada e o escultor da obra responsabiliza a Câmara pelos danos registados

Segundo a líder do GIRP, que juntamente com o Movimento para a Democracia (MpD-poder) suporta a actual câmara municipal da Ribeira Brava (São Nicolau) presidida por Pedro Morais, houve o “vandalismo” da estátua, porque, diz ela, indivíduos aproveitaram a oportunidade para “gravarem a situação em tirar algum proveito”.

Segundo a Inforpress, instada se não se poderia dialogar com o artista Sandro Brito antes da remoção da referida estátua, acha que o presidente da câmara, Pedro Morais, “tinha falado com o artista”.

“Não estou a ver o senhor presidente a dar uma ordem a ponto de demolir uma estátua, uma obra de arte, dessa forma. Pelo conhecimento da educação que tenho do sr. presidente, ele nunca faria isso”, precisou a líder da bancada do GIRB, a propósito da decisão de Pedro Morais em mandar remover a estátua que o escultor ofereceu à população da Ribeira Brava.

Leidylene Cabral, que garante que o GIRB apoia a decisão do presidente, adiantou à Inforpress que a estátua foi removida numa sexta-feira para, na segunda, ser transportada.

“Com algum diálogo e concertação, podemos ver se o presidente pode tomar alguma decisão para que a estátua seja requalificada e ser oficialmente colocada”, admitiu.

Autor da obra desmente a Câmara

Entretanto, contactado pela Inforpress, a partir da Cidade da Praia, via telefone, o autor da estátua do Anjo S. Gabriel disse não acreditar que terá havido acto de vandalismo em relação àquela obra de arte.

“Quebraram-na durante a remoção”, lamenta Sandro Brito, revelando que durou um ano a construir aquela estátua.

Sandro Brito nega que alguma vez os responsáveis camarários tenham falado com ele sobre a remoção da estátua.

“Se me tivessem contactado antes, eu tirava aquela estátua sem parti-la, porque sei a técnica que utilizei para a colocar no local”, explica, mostrando-se convencido que aquele memorial foi danificado durante a remoção, devido ao seu peso.

Segundo ele, não sabia que era necessária uma autorização da câmara para colocar a estátua que ergueu em homenagem ao Anjo S. Gabriel.

Disse que ficou surpreendido quando foi informado que o seu trabalho tinha sido deitado abaixo.

“Ao chegar ao local, à primeira vista pensei que fosse um acto de vandalismo porque nunca me passou pela cabeça a câmara mandaria destruir aquela estátua”, queixa-se SandroBrito.

Deixou ainda transparecer que a referida peça já se encontrava há mais de quatro meses no Miradouro Rezador.

Perguntado se estaria disponível a colaborar, caso a câmara venha a decidir recolocar aquela estátua que mandou retirar, Sandro Brito respondeu nesses termos: “Não sei. Uma pessoa fica desmotivada quando faz uma coisa para o bem de todos e manda-se destruir. Esta é uma decisão que tenho que pensar”, refere a Inforpress.

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