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Líder da oposição faz balanço positivo da sua deslocação à Alemanha e destaca Pacto com a África 28 Novembro 2018

A Presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Janira Hopffer Almada, cumpriu uma missão de quatro dias à Alemanha, onde pôde se encontrar com diversas personalidades do Parlamento Alemão, do SPD -Partido Social Democrático e da Fundação Friedrich Ebert para intercâmbio e trocas de experiências em várias áreas. A atenção da líder do maior partido da oposição centrou-se na iniciativa «Pacto com a África», que inclui novos programas e uma boa parceria económica com o continente negro, que se encontra no centro da agenda global desde 2017.

Líder  da oposição faz balanço positivo da sua deslocação à Alemanha e destaca Pacto com a África

A presidente da formação tambarina considera que esta deslocação à Alemanha foi positiva e defende que Cabo Verde deve aproveitar parcerias entre Europa e África para vencer desafios e consolidar a democracia. "Esta pode ser uma iniciativa muito interessante para Cabo Verde e que nos pode ajudar a ultrapassar alguns desafios emergentes, porque o que o País precisa é de uma cooperação económica ao nível de igualdade, uma cooperação baseada no interesse e na vontade mútuas”, aponta.

Para a fonte deste jornal , o interesse da Presidente do PAICV se centrou na Iniciativa “Pacto com África”, que é planejada para longo prazo e está aberta a todos os Países Africanos que trabalham sustentavelmente numa melhoria das condições básicas para os investimentos privados.

A iniciativa já despertou interesse em muitos países, sobretudo a Costa do Marfim, Marrocos, Ruanda, Senegal e Tunísia, que já participaram do Encontro dos ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais do G20 e forma o chamado “C-5”, o primeiro grupo dos “Compact Countries”.

JHA faz relembrar ainda que em 2017, e na sequência da assunção do Pacto com África pelo G20, o Ministério Federal de Cooperação Económica e Desenvolvimento apresentou também o seu documento com as directrizes para um “Plano Marshall com a África”.

"Ao invés de um plano de financiamento económico, esse Plano Marshall é, sobretudo, um plano de mobilização económica, que simboliza um novo tipo de cooperação com a África (abandonando o esquema tradicional de doador-recebedor)", mostra.

Segundo Janira, essa iniciativa, que ronda inicialmente, cerca de 300 milhões de euros, preconiza estimular investimentos da economia privada que deverão criar empregos e criar perspectivas que combatam, a longo prazo, as causas do êxodo. "E, através do comércio justo, entre os países Africanos e Europeus, se pretende garantir: o fluxo reforçado de investimentos da Europa», que também beneficia as Empresas alemãs, a geração de empregos e o combate à pobreza.

"Nessa perspectiva, e levando em consideração toda a cadeia de valor, a produção é aumentada, o beneficiamento melhorado, a comercialização profissionalizada e a exportação, em consequência, cresce. Com efeito, a população africana duplicará até 2050, com previsão para mais de 2,4 biliões de pessoas. Por isso, os empregos só serão gerados de forma duradoura pela economia privada e, portanto, a África precisa de menos subvenções e mais investimentos privados", destaca.

Porém, para que tudo isso aconteça, JHA é da opinião que seja necessária a criação de um clima seguro e atraente para investimentos, combater a corrupção, sustar fluxos financeiros ilegais e convencer com uma boa governança.

Visão do Partido

De acordo com a visão do Partido "Estrela Negra", a visita, a nível político-partidário, permitiu a partilha de informações e de experiência, serviu para incrementar e reforçar os laços de cooperação com o SPD - Partido Social Democrático com 154 anos de existência e um dos que compõem a coligação governamental com a União Democrata-Cristã (CDU), liderada pela Chanceler Angela Merkel – e reforçar as relações do IDP com a Fundação Friedrich Ebert.

Um dos pontos fundamentais das relações de cooperação entre estas Instituições terá a ver com a formação política de quadros, com o objectivo de se conseguir aprofundar e qualificar a democracia. “A democracia precisa de democratas”, dizia Friedrich Ebert, citado pela JHA.

"Mais do que constatarmos na prática, como constatamos a necessidade de consolidar a democracia, é preciso trabalhar permanentemente para isso, apostando na qualificação e no debate de questões que tenham a ver com o futuro do país. O País deve ter esse objectivo. Os Partidos Políticos devem contribuir para isso".

A Missão liderada por JHA integrou o Vice-Presidente do Partido, Nuias Silva, a Secretária para as Relações Externas, Vera Almeida, e o Presidente do Instituto para a Democracia e o Progresso (IDP), João Pereira Silva.

Celso Lobo

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