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Líder do MpD promete “fazer de tudo” para que o país tenha maior paridade de mulheres no Parlamento 19 Mar�o 2018

O presidente do Movimento para a Democracia (MpD, no poder) comprometeu-se hoje,18, em São Miguel, ilha de Santiago, “fazer de tudo” para que o país tenha maior paridade na representação parlamentar de mulheres.

Líder do MpD promete “fazer de tudo” para que o país tenha maior paridade de mulheres no Parlamento

“Podem contar com o meu interesse pessoal e meu comprometimento relativamente às soluções que devem ser estabelecidas para que tenhamos maior paridade na representação parlamentar de mulheres. Do lado do MpD vamos fazer de tudo para que isso aconteça”, revelou, referindo-se à lei de paridade, cuja meta é a mesma ser aprovada até 2019.

Ulisses Correia e Silva reiterou este compromisso do partido que sustenta o Governo, durante o encontro das mulheres democratas de Sotavento (Santiago, Brava, Maio e Fogo), militantes, amigas e simpatizantes do MpD, promovida hoje em São Miguel pela Associação das Mulheres Democratas, no âmbito das comemorações de “Março- mês da mulher”.

Relativamente à paridade, o líder do MpD acrescenta: “Já o fizemos durante a convenção do partido, em que estabelecemos algumas regras para que tenhamos maior participação de mulheres e conseguimos com algum sucesso”.

Na ocasião, lembrou que o Governo assumiu uma política pública para equidade de género com expressão em toda a política do Estado que, segundo disse, vão acontecendo e vai chegar a um momento que vai ficar claro relativamente aos seus efeitos.

Reconhecendo que a pobreza em Cabo Verde tem “rosto feminino”, onde as mulheres estão no comércio informal, afirmou que o executivo definiu políticas públicas com base no princípio denominado “diferenciação positiva” para as mulheres.

Nesse sentido, indicou que das políticas públicas, cujos programas estão em curso, há orientações para se dar ao máximo de prioridade ao emprego feminino, tomando como exemplo o plano de mitigação da seca e do mau ano agrícola, em que a maioria das pessoas no trabalho público são mulheres.

Indicou, por outro lado, que o Governo estabeleceu por lei que a prioridade na concessão de crédito e projectos de empreendedorismo sejam feitas também “diferenciação positiva” às mulheres.

Tendo em conta, que as mulheres vivem da agricultura, Correia e Silva avançou que o Governo vai investir nos próximos anos cerca de três milhões de contos no programa de desencravamento, sublinhando que para a dignidade das mulheres se compromete também a dar uma “atenção especial” à saúde das mulheres, acesso a água, segurança social e à habitação social.

“O Governo não quer assistencialismo, mas sim vai criar instrumento para que pessoas tenham acesso ao trabalho e rendimento para que possam cuidar de si mesmo, da sua família, dos seus filhos”, enfatizou.

Por sua vez, ao usar da palavra no referido encontro, a presidente da Associação da Mulheres Democratas (AMD), Filomena Delgado que destacou a importância que o MpD dá à igualdade de género, reafirmou o compromisso da organização para com a igualdade e equidade de género e o seu apoio à aprovação da lei da paridade.

Congratulando-se com as medidas anunciadas pelo presidente do MpD e primeiro-ministro, a Delgado encorajou o partido e o Governo a continuarem a levar em conta tais medidas, mostrando a disponibilidade em “responder presente”, sempre que o partido chamar, enfatizou.

Entretanto, pediu uma “atenção especial” à questão da segurança social, para que as mulheres, tanto do meio urbano e rural sejam beneficiadas com protecção social.

Admitindo que a pobreza tem “rosto feminino”, Filomena Delgado disse que as mulheres democratas estão preocupadas com o desemprego de mulheres jovens, dificuldades de mulheres em relação ao trabalho qualificado, e disparidade salarial.

O encontro contou ainda com a presença do presidente da Câmara Municipal de São Miguel, Hermínio Fernandes, deputados nacionais do MpD para Santiago Norte, e da activista social Mariana de Espinho Branco que pediu para que as mulheres rurais sejam valorizadas.

Para tal, apontou como soluções para o empoderamento das mulheres no meio rural, a criação de uma linha de crédito destinado às mulheres rurais sem necessidade de fiador, visto que elas trabalham com agricultura, pesca e pecuária, acções de capacitação, empreendedorismo feminino e actividades culturais. Fonte: Inforpress

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