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Líder do PAIGC impedido de sair da Guiné-Bissau 23 Julho 2021

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, foi, esta sexta-feira, 23, impedido de fazer o "check-in" no voo da Euroatlantic com destino a Lisboa, confirmou o próprio à agência Lusa.

Líder do PAIGC impedido de sair da Guiné-Bissau

"Eu enviei uma pessoa para fazer o "check-in" e apareceu uma senhora a dizer que não posso fazê-lo e viajar por ordens superiores", disse Domingos Simões Pereira à Lusa. O líder do PAIGC disse que vai ao aeroporto internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, para perceber exatamente quais são as "ordens superiores".

Ainda conforme escreve a Lusa, o empresário guineense Veríssimo Nancassa, próximo do PAIGC, também foi impedido de viajar em junho por "ordens superiores". Na sequência do impedimento de viagem do empresário, a imprensa guineense noticiou a existência de uma lista de pessoas impedidas de viajar. "Na altura, as autoridades guineenses, nomeadamente o Ministério do Interior, disseram desconhecer totalmente a existência de qualquer lista", cita a nossa fonte.

Movimento contra ditadura de Sissoco

Na Guiné vicente está a crescer um movimento de luta contra a alegada tentativa do autoproclamado presidente da Guiné-Bissau em implementar um regime ditatorial. Tudo sob a capa de Umaro Sissoco Embaló de querer criar um regime presidencialista no país.

Ultimamente, tem havido perseguições e espancamentos a políticos, jovens, juristas, jornalistas, empresários, personalidades da sociedade civil, entre outras.

Esta semana foi o próprio líder do MODEM-15, partido maioritário da coligação no poder e do atual chefe do Estado, a anunciar que não vai permitir a instalação da ditadura na Guiné-Bissau. “Eu gostaria que este regime [no poder] fosse exemplar. Não vamos permitir a ditadura na Guiné-Bissau. Definitivamente, os guineenses devem-se entender e temos que respeitar o Estado de Direito Democrático", disse o coordenador nacional do MADEM-G15, revoltado com o facto de o Governo fixar uma data para a Festa de Sacrifício dos muçulmanos, em desacordo com a data inicialmente apontada pelas organizações islâmicas.

Segundo o político, os líderes religiosos disseram que acataram a imposição para atender a indicação feita pelo Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló. "Quero pedir contenção aos irmãos muçulmanos, quer aos que não cumpriram as ordens das autoridades, quer aos rezaram hoje. Não podia perder esta oportunidade para apelar às autoridades que aceitem separar águas, porque não podem impor dias da reza", afirmou, segundo DWÁfrica, Braima Camará, sem nunca mencionar o nome do Presidente guineense, que está a ser acusado por vários setores de querer implementar a ditadura na Guiné-Bissau e de não respeitar a separação de poderes com constantes intervenções na governação.

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