POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Caso de venda de terrenos na Praia: Líder do PP diz que não teme Justiça e que vai continuar a denunciar má gestão da coisa pública 20 Julho 2020

O caso da elegada máfia na venda de terrenos na Praia conmhece novos desenvolvimentos com o líder do PP a desafiar que «não teme Justiça e que vai continuar a denunciar a má gestão da coisa pública», nomedamente a nível da Càmara Muncipal da Paraia sob a gestão do Edil Óscar Santos.

Caso de venda de terrenos na Praia: Líder do PP diz que não teme Justiça e que vai continuar a denunciar má gestão da coisa pública

Este posicionamemto de Amâncio Barbosa Vicente surge em reacão ao aunúncio de que a Câmara Municipal da Praia (CMP) vai apresentar, nesta semana, uma queixa-crime sobre as declrações de venda de terreno na Praia, proferidas pelo presidente do Partidfo Popular. Mas Amândio Barbosa Vicente garantiu à imprensa que ninguém vai amedrontar o PP. O líder dos “Populares” diz que «não teme a justiça e que vai continuar a denunciar a má gestão da coisa pública», “doa a quem doer”, disse à RCV.

Conforme uma nota de imprensa sem assinatura que vincula legalmente o colegial que é a Câmara da Praia remetida ao Asemanaonline no início desta semana, a edilidade sialenta que, nos últimos tempos, a imprensa e alguns ativistas, nas redes, sociais têm feito um conjunto de acusações “gravíssimas” aos atuais e antigos dirigentes da Câmara Municipal da Praia (CMP), de estarem envolvidos num esquema de “corrupção, tráfego de influências, extorsão, falsificação de documentos e enriquecimento ilícito”, na gestão de terrenos da autarquia, que já foi cognominada de “Megaburla de terrenos na Praia”, o que para o edil, a edilidade, constitui uma “tremenda falsidade”.

“O PAICV, por exemplo, convocou a imprensa no passado dia 15 de julho para, justamente, reagir às denúncias feitas sobre a gestão de terrenos na Praia, através de uma série de artigos de opinião intitulados: “Praia Leaks”, da autoria de Rui Araújo e publicados no Asemanaonline, em que este acusa individualidades que ocuparam e ocupam altos cargos públicos, nomeadamente o atual Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, o atual Presidente da Câmara Municipal da Praia (CMP), Óscar Santos, além de outras personalidades da esfera do poder”, diz a nota.

Segundo a mesma fonte, a CMP considera que em todas as notícias tornadas públicas, «os seus autores, com o alto patrocínio do PAICV, imbuídos de má-fé e numa saga obsessiva de atingir estas personalidades, em vésperas de eleições autárquicas e cientes de que os resultados não serão animadores, socorreram-se da teoria de conspiração e falsidade para denegrirem a imagem púbica dos visados».

“Com toda a evidência, estas manobras são uma estratégia desesperada em tempos pré-eleitorais em que o PAICV acabou por se distanciar ainda mais do seu próprio eleitorado com a sua má postura em relação ao debate parlamentar do Estatuto Administrativo Especial da Capital, que tinha todas as condições para merecer a aprovação”, mostra.

Considerando a gravidade dessas acusações e na medida em elas mancham o bom nome e a imagem da Câmara Municipal da Praia, do seu Presidente e de outros visados, a edilidade anuncia que, nos próximos dias, vai dar entrada ao Tribunal da Comarca da Praia, de uma queixa-crime contra o PAICV, o advogado Rui Araújo, autor dos artigos Praia Leaks, dirigente Amândio Barbosa Vicente, do Partido Popular (PP), bem como o Jornal Online Santiago Magazine, exigindo assim, que, em sede da Justiça, façam prova das acusações que alimentam toda esta “saga” sobre a alegada corrupção na gestão de terrenos no Município da Praia.

“Ademais, cumpre-nos informar à opinião pública e em abono da verdade que, todos os terrenos cedidos no Município da Praia, tanto pelo atual autarca, Óscar Santos, quanto pelo ex-edil, Ulisses Correia e Silva, tiveram a aprovação da Assembleia Municipal, cujas deliberações foram publicadas no Boletim Oficial, conforme manda a lei”, diz em comunicado.

Casos de contruções clandestinas em Alto da Glória e São Martinho

Relativamente às construções clandestinas em São Martinho Pequeno, um assunto tratado pelo Diário Digital Santiago Magazine, no passado dia 06 de Julho, a CMP garante que a verdade dos factos é que o assunto foi tratado em tempo oportuno pelo seu Presidente e que atuou contra os 15 infratores, sendo que o processo teve posteriores desenvolvimentos. “Depois de analisada a impugnação dos 15 infratores, o Tribunal da Primeira Instância entendeu dar razão aos infratores e suspender a decisão do presidente da Câmara da Praia”, indica. Face a esta decisão, a Edilidade, prossegue a nota, interpôs competente recurso junto do Tribunal de Relação que decidiu a favor desta, ou seja, mantendo o embargo daquelas construções.

“Importa corrigir a informação falsa de Santiago Magazine, para dizer que dos 15 infratores por construção clandestina nos terrenos de São Martinho Pequeno, não constam os nomes de nenhum Deputado Nacional, tampouco de dirigentes da Câmara Municipal”, conclui em comunicado da Câmara da Praia.

Os leitores deste primeiro diário cabo-verdiano em linha vão ter que esperar pelo próximo capítulo da Praia Leaks e das reações futuras.

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