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Líder do SITTHU: Trabalhadores dos TACV ponderam recorrer ao Tribunal para fazer cumprir o acordado pela administração 23 Junho 2018

Os trabalhadores dos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) estão a ponderar em recorrer ao Tribunal para fazer a administração cumprir o que foi decidido por mútuo acordo em relação ao pagamento das indemnizações.

Líder do  SITTHU: Trabalhadores dos TACV ponderam recorrer ao Tribunal para fazer cumprir o acordado pela administração

Esta possibilidade foi hoje,22, manifestada em conferência de imprensa na Cidade da Praia pelo secretário permanente do Sindicato dos Transportes, Telecomunicações, Hotelaria e Turismo (SITTHUR), Carlos Lopes, confirmando que os TACV não estão a cumprir os acordos assinados com o referido sindicato e com os trabalhadores.

“Face ao incumprimento dos Acordos de rescisão nas datas acordadas, os trabalhadores exigem, legitimamente, que lhes sejam pagos os salários por inteiro até que as indemnizações sejam pagas”, afirmou, sublinhando que “a administração deve estar ciente que os acordos de rescisão assinados são declarações de dívidas constituindo, portanto, títulos executivos que poderão ser levados a todo o momento ao tribunal para execução”.

Segundo Carlos Lopes citado pela Inforpress, na sequência dos acordos assinados no passado dia 10 de Abril entre o SITTHUR e a administração dos TACV, foi desencadeado de imediato o processo de negociação de rescisão de contratos de trabalho por mútuo acordo nessa empresa por vários trabalhadores.

Esses trabalhadores foram forçados a entrar em gozo de férias que se encontravam vencidas, após o que entraria em vigor a data da sua desvinculação da companhia, entretanto o prazo para a empresa proceder ao pagamento do valor de indemnização venceu desde o dia 10 e 14 de Junho, mas ainda nada foi pago.

Segundo a mesma fonte, o sindicato afirmou que os trabalhadores estão “revoltados e indignados” pela falta do cumprimento dos acordos e sem ter nenhuma explicação por parte da empresa, lembrando que o Governo, através do vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, declarou várias vezes que o dinheiro, no valor de 13.5 milhões de euros, já se encontrava em depósito num dos bancos no país para o pagamento das indemnizações.

Por isso, através do SITTUR, Carlos Santos disse que os trabalhadores exigem uma explicação pelo atraso injustificado no cumprimento do acordo, revelando que o seu sindicato já enviou uma mensagem à administração dos TACV sobre o assunto e não obteve ainda nenhuma resposta, neste sentido, razão por que pediram a intervenção do ministro Olavo Correia, através de uma comunicação, que também não obteve ainda nenhuma resposta.

Entretanto, o secretário permanente do sindicato que representa os trabalhadores lamentou o facto de se ter levantado a possibilidade de recorrer ao tribunal, mas alertou que se até a próxima semana não receberem nenhuma resposta por parte do Governo e/ou da administração da empresa, vão iniciar esse processo, refere a Inforpress.

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