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Golpe de Estado: Líder militar sudanês promete formar novo Governo para concluir transição 26 Outubro 2021

O chefe das forças armadas sudanesas, Abdel-Fattah al-Burhan, afirmou hoje que os militares estão comprometidos em formar um novo Governo e um parlamento para a conclusão da transição democrática, depois da dissolução, na segunda-feira, do executivo em funções.

Golpe de Estado:  Líder militar sudanês promete formar novo Governo para concluir transição

Numa conferência de imprensa na capital, Cartum, Al-Burhan prometeu, segundo um despacho da Lusa, um novo executivo que será "aceite pelo povo" e no qual estarão representados todos os estados do Sudão, após o conflito com algumas tribos locais, noticia a agência Efe.

"Vamos conseguir a transição com a participação civil, insistimos que haverá um Governo civil que realizará connosco a transição e assim cumprirmos os objetivos acordados no documento constitucional", indicou Al-Burhan, que assegurou que o texto assinado após o afastamento do Presidente Omar al-Bashir, em abril de 2019, "não foi anulado".

O general acrescentou que irão também ser reformulados os três organismos estipulados no documento constitucional para a fase de transição, iniciada em agosto de 2019.

Al-Burhan detalhou que o Conselho Sobreano, o mais alto órgão governamental, dissolvido ontem e para o qual cada estado sudanês poderá apresentar um candidato, será "concluído" nos "próximos dois dias".

Cada um dos 18 estados do Sudão terá ainda um ministro para o novo Conselho de Ministros e, por fim, haverá ainda um novo Conselho Legislativo, composto por "jovens da revolução", de acordo com o líder das forças armadas do país.

Conforme a Lusa, o general sudanês prometeu ainda que instituições judiciais como o Tribunal Constitucional e o Conselho Superior da Magistratura, que serão "desligadas da política e independentes", estarão concluídas antes do final do mês.

Abdel-Fattah al-Burhan anunciou também que o primeiro-ministro deposto do país, Abdalla Hamdok, preso pelos militares, está em sua casa e que será libertado entre "hoje e amanhã [quarta-feira]".

"Ninguém o raptou ou agrediu, ele está em minha casa", disse Al-Burhan, numa conferência de imprensa em Cartum, assegurando que "quando a situação se acalmar e a paz prevalecer, ele voltará para casa".

A comunidade internacional tem vindo a pedir a libertação de Abdalla Hamdok.

A tomada do poder pelos militares esta segunda-feira seguiu-se a semanas de crescente tensão política no país, intensificadas como uma tentativa de golpe de Estado em 21 de setembro.

Esforços de membros civis do Governo em reformar o setor da segurança no país geraram uma forte reação dos militares, inclusive de Al-Burhan.

Os militares deixaram de participar em reuniões conjuntas com membros civis, o que atrasou, por exemplo, a aprovação por parte do Conselho de Ministros de entregar o antigo ditador Omar al-Bashir e outros dois responsáveis do regime deposto em abril de 2019 ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

Nas primeiras horas de 25 de outubro, os militares prenderam pelo menos cinco ministros, bem como outros funcionários e líderes políticos, incluindo o primeiro-ministro.

Na segunda-feira, Al-Burhan, presidente do Conselho Soberano - órgão governativo composto por civis e militares - anunciou num discurso na televisão estatal que dissolvia o Governo e o próprio Conselho Soberano, e decretava o estado de emergência no país, refere a fonte deste jornal.

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