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Ligações perigosas e superação: Adolescente caiu na rede das ’mulas’ e passou anos na cadeia "o que me salvou" 02 Dezembro 2021

A primeira foto revela o momento em que a Alfândega no aeroporto de Lima flagra as duas britânicas Michaella McCollum e Melissa Reid, de 19 e 20 anos. A adolescente foi em busca de sol e aventura em Ibiza, mas caiu numa rede que a fez de "mula" por uma ninharia. Apanhada com $dois milhões de cocaína, passou anos na cadeia —"o que me salvou".

Ligações perigosas e superação: Adolescente caiu na rede das  ’mulas’ e passou anos na cadeia

A nova Michaella — mãe de família, com dois filhos — relatou à BBC a sua caminhada entre o Reino Unido, Espanha e Peru traçada por ligações perigosas, como a entretecida com uma compatriota que em 2013 a fez aceitar um trabalho num clube, a aceitar viajar para o Peru.

À distância de oito anos, Michaella atribui tudo à sua "ingenuidade" que não lhe permitiu evitar as armadilhas que lhe armaram em Ibiza, paraíso de sol e praia.

Acabou numa prisão peruana a cumprir seis anos por tráfico ao serviço de um cartel que a recrutou em Ibiza. Bem longe dos sonhos que entretecia na fria Irlanda, sobre aventuras ao sol e que a levaram em 2013 a aceitar um trabalho num clube de Ibiza, no Mediterrâneo.

Em menos de um mês Michaella, da Irlanda do Norte, e Melissa Reid, da Escócia, estavam juntas num avião para o Peru com uma missão que ia render quatro mil libras (520 contos) a cada uma. Uma quantia tentadora, mas que eram "amendoins" perante a carga de 11 quilos de cocaína a valer um milhão e meio de libras ( (200 mil contos).

A 17 de agosto, dois dias depois de desembarcar em Lima, estavam de novo no aeroporto para o voo Lima-Madrid. A Alfândega abriu as malas e a cocaína foi descoberta camuflada em frascos, pacotes fechados de produtos típicos.

As mulas de primeira viagem — bem longe dos sonhos que entreteciam na fria Irlanda e na cinzenta Escócia, sobre aventuras ao sol e que as levaram a Ibiza, no Mediterrâneo — passariam depois anos na cadeia.

15 anos passaram a 6 e a 3

Em tribunal, ambas disseram o mesmo: que foram obrigadas por um cartel armado a fazer o transporte sob ameaças. Em dezembro, o tribunal de Lima condenou-as a seis anos e oito meses de prisão. Primeiro, na capital, na sobrelotada prisão ’Virgen de Fatima’, onde 30 detentas partilhavam uma única sela. Depois foram transferidas para a penitenciária Ancon 2, que oferecia formações para as futuras esteticistas e ’hair stylists’.

Três anos depois, Meredith foi libertada e regressou a Glasgow, em abril de 2016. Na sua primeira entrevista, ao tablóide Sun em 2017, a escocesa afirma: Aceitei e ninguém me forçou. Ela confessou que "nem foi pelo dinheiro", foi mais "pela pica, para poder contar que tinha traficado e me safei", disse Meredith Reid.

Motivação e destino diferentes da sua colega irlandesa. Michaella foi deixada em liberdade condicional, mas com indicação de que teria de permanecer no Peru até se completarem os seis anos. Acabou por regressar a casa em junho de 2016.

Este ano foi entrevistada num documentário da BBC e confessou: Fui ingénua, confiava em toda a gente.

A ex-presidiária, hoje com a vida recomposta, confessa que o tempo na cadeia a ajudou a saber mais sobre as pessoas, porque "há pessoas mal-intencionadas". Como a compatriota em Ibiza que a convenceu a tornar-se "mula", correio de droga.

"Eu não percebi em 2013 que era crime o que estava a fazer".

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Fontes: BBC/The Sun/Daily Mail. Fotos: 1. "Turistas", deixaram o Peru com 11 kg de cocaína. 2. Férias de sonho no Mediterrâneo terminaram numa cadeia peruana.

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