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Luanda Leaks: Isabel quer negociar devolução de mais de 350 ME, mas PGR acha pouquíssimo 02 Fevereiro 2020

A empresária mudou a estratégia a fim de recuperar os seus ativos arrestados em Angola: em vez de se expor na comunicação social, quer negociar devolução de um montante próximo dos 350 milhões de euros. Mas o procurador-geral Hélder Pitta Grós considera que a iniciativa da filha do ex-presidente "é ténue", pois pelas contas feitas ela tem de devolver pelo menos o triplo desse montante.

Luanda Leaks: Isabel quer negociar devolução de mais de 350 ME, mas PGR acha pouquíssimo

O montante que Isabel dos Santos quer devolver é a soma dos 193 milhões de euros da entrada na Galp com os 146 milhões de dólares da diamantífera estatal e 38 milhões de dólares retirados de uma conta da Sonangol já depois de ter sido exonerada da presidência da empresa, segundo avança a notícia do Expresso, no sábado, 1, que cita fonte ligada à empresária filha do ex-presidente de Angola.

Também em declarações a esse semanário de Lisboa, o procurador-geral Hélder Pitta Grós considera a iniciativa de Isabel dos Santos "um sinal ainda ténue", embora se afirme aberto a negociações sobre um acordo para a empresária "devolver ao Estado de Angola o montante em dívida" em contrapartida pelo fim do arresto das contas e bens.

Uma semana antes o procurador-geral tinha acusado formalmente a empresária angolana de gestão danosa e desvio de fundos durante os 18 meses em que presidiu a empresa petrolífera estatal Sonangol.

"Isabel dos Santos é acusada de gestão fraudulenta e desvio de fundos durante o seu mandato na Sonangol", disse o procurador-geral Helder Pitta Grós numa conferência de imprensa realizada no dia 22 em Luanda. Horas depois rumava a Portugal em busca de apoio entre os seus pares do mundo jurídico na condução do complexo dossier.

Entretanto, a filha de José Eduardo dos Santos terá sido influenciada pelo ex-presidente que vive em Espanha, na região de Barcelona, para a necessidade de negociação com o Estado de Angola. A operação envolve um conhecido escritório de advogados de Londres intermediado pelo também conhecido escritório de Sérgio Raimundo em Luanda, avança o Expresso.

Fontes: Referida/EFE. Arquivos

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