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Luanda Leaks: PGR desmente notícia sobre negociação om Isabel para devolução de mais de 350 ME 04 Fevereiro 2020

Em Luanda, na segunda-feira, 2, a PGR-Procuradoria-Geral da República emitiu um comunicado em três pontos em que nega existir qualquer negociação com a empresária Isabel dos Santos acerca da devolução dum avultado montante ao Estado angolano.

Luanda Leaks: PGR desmente notícia sobre negociação om Isabel para devolução de mais de 350 ME

Nos três pontos do comunicado, a PGA refere que "não há qualquer negociação em curso com a cidadã Isabel dos Santos ou seus representantes", adianta que "não há qualquer posicionamento, manifestação ou ato da Procuradoria-Geral da República a respeito de qualquer iniciativa de negociação com a cidadã Isabel dos Santos" e mantém que "continua a exercer o seu papel nos processos em curso contra a referida cidadã."

Numa entrevista ao Expresso e à SIC, a propósito do Luanda Leaks, Pitta Grós tinha já admitido uma saída negocial, mas sublinhou que um possível retorno dos capitais de Isabel dos Santos teria de partir da empresária. "Não poderá ser o Estado angolano a dar o primeiro passo. Deverá ser ela [Isabel dos Santos] a dar o primeiro passo e depois, dentro do processo penal, teremos isso em consideração como circunstância atenuante”, explicou o procurador—geral.

Nessa mesma entrevista, Pitta Grós afirmou que Isabel dos Santos não será detida à chegada a Luanda. "Não existe nenhum mandado de captura dirigido contra ela, portanto sai do avião e pode ir para a sua casa", disse.

O montante que Isabel dos Santos quer devolver é a soma dos 193 milhões de euros da entrada na Galp com os 146 milhões de dólares da diamantífera estatal e 38 milhões de dólares retirados de uma conta da Sonangol já depois de ter sido exonerada da presidência da empresa, segundo avança a notícia do Expresso, no sábado, 1, que cita fonte ligada à empresária filha do ex-presidente de Angola.

Também em declarações a esse semanário de Lisboa, o procurador-geral Hélder Pitta Grós considera a iniciativa de Isabel dos Santos "um sinal ainda ténue", embora se afirme aberto a negociações sobre um acordo para a empresária "devolver ao Estado de Angola o montante em dívida" em contrapartida pelo fim do arresto das contas e bens.

Uma semana antes o procurador-geral tinha acusado formalmente a empresária angolana de gestão danosa e desvio de fundos durante os 18 meses em que presidiu a empresa petrolífera estatal Sonangol.

"Isabel dos Santos é acusada de gestão fraudulenta e desvio de fundos durante o seu mandato na Sonangol", disse o procurador-geral Helder Pitta Grós numa conferência de imprensa realizada no dia 22 em Luanda. Horas depois rumava a Portugal em busca de apoio entre os seus pares do mundo jurídico na condução do complexo dossier.

Entretanto, a filha de José Eduardo dos Santos terá sido influenciada pelo ex-presidente que vive em Espanha, na região de Barcelona, para a necessidade de negociação com o Estado de Angola. A operação envolve um conhecido escritório de advogados de Londres intermediado pelo também conhecido escritório de Sérgio Raimundo em Luanda, avança o Expresso. Fontes: Referida/EFE. Arquivos

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