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"Seria a capital mais limpa de África": Luanda real encara 6 M t de lixo — Japão vai ajudar na gestão de ETARs 21 Julho 2022

A capital angolana tem sido notícia pela invasão do lixo que paralisa comboios, ameaça a saúde pública, indicia a desgovernação senão a corrupção. Esta terça-feira 19, em Luanda, o embaixador do Japão em Angola, Jiro Maruhashi, disse que o seu país vai "ajudar o governo angolano na gestão e tratamento dos resíduos sólidos produzidos localmente" — seis milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos.

Segundo o embaixador nipónico afirmou, na abertura da formação sobre "Gestão sustentável de resíduos sólidos para países africanos", a ajuda — "para manter as cidades limpas e assim aumentar a qualidade de vida da população" — será prestada através da JICA-Agência de Cooperação Internacional do Japão em Angola.

O representante do Estado nipónico expressou ainda a sua confiança em como "no âmbito das boas relações de amizade entre os dois países" no futuro haverá mais presença de empresas japonesas em Angola, tanto no setor público como no privado.

Na mesma ocasião, o diretor-executivo da ANR-Agência Nacional de Resíduos informou estar em curso um "trabalho contínuo com os governos provinciais para avaliar a forma exata e eficaz das quantidades de resíduos produzidos".

Segundo esse responsável, Flávio António, a ANR tem incentivado os governos provinciais a elaborar o respetivo PGR-Plano de Gestão de Resíduos , por forma a integrar o plano nacional para o efeito. Este, o PESGRU-Plano Estratégico de Gestão de Resíduos Urbanos, surgiu a partir da constatação de que o país só em 2021 produziu seis milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos.

Deputada da Unita denuncia

Em 27 de abril de 2021, a jurista e deputada Mihaela Webba (foto) denunciava em comunicado de imprensa a realidade do lixo em Luanda onde decorria a conferência virtual dos chefes de Estado e de governo dos PALOP.

Segundo a deputada da oposição, Luanda "seria a capital mais limpa da África" se fosse pelas verbas do OGE aprovadas para o efeito.

Mihaela Webba sublinhou que, além dos dois reforços que o governo de João Lourenço inscreveu no OGE-Orçamento Geral de Estado para a limpeza da cidade de Luanda, "as verbas astronómicas que no OGE vêm contempladas dariam para tornar Luanda a mais limpa das capitais do continente africano".

Fontes: África 21 Digital/ Angop. Fotos: A deputada Mihaela Webba (Angop) aponta o lixo como sinal da má gestão do governo de João Lourenço. Enquanto a web-esfera é saturada com a disputa relativa às exéquias do segundo Chefe de Estado Angolano, a realidade angolana é de comboios que param devido a lixo nos carris (foto Voz de Angola).

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