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Lucro dos bancos cabo-verdianos cresceu quase 20% em 2021 para 33,5 ME 30 Agosto 2022

Os lucros dos sete bancos comerciais que operam em Cabo Verde aumentaram quase 20% em 2021, para 33,5 milhões de euros, empregando praticamente 1.300 trabalhadores, segundo dados compilados hoje pela Lusa.

Lucro dos bancos cabo-verdianos cresceu quase 20% em 2021 para 33,5 ME

Segundo as contas de 2021 apresentadas publicamente pelos bancos que operam em Cabo Verde como Instituições de Crédito de Autorização Genérica (ICAG), para trabalharem com clientes residentes no arquipélago, o resultado líquido total ascendeu no ano passado a mais de 3.684 milhões de escudos (33,5 milhões de euros), o que compara com os lucros totais superiores a 3.091 milhões de escudos (28 milhões de euros) em 2020 (+19,2%).

Todos os sete bancos registaram lucros em 2021, liderados pelo Banco Comercial do Atlântico (BCA, detido pelo grupo português Caixa Geral de Depósitos), com um resultado líquido de 1.424 milhões de escudos (12,9 milhões de euros), e pela Caixa Económica de Cabo Verde, detida pelo Estado cabo-verdiano, com 967,8 milhões de escudos (8,8 milhões de euros).

O Banco Interatlântico, igualmente detido pelo grupo Caixa Geral de Depósitos em Cabo Verde, somou lucros de mais de 282,8 milhões de escudos (2,5 milhões de euros) em 2021 e os angolanos do BAI Cabo Verde mais de 150,2 milhões de escudos (1,4 milhões de euros).

Contudo, apenas quatro dos sete bancos comerciais cabo-verdianos declararam que vão pagar dividendos aos acionistas, contrariamente ao que aconteceu em 2020 devido às medidas prudenciais adotadas pelo setor face à crise provocada pela pandemia de covid-19.

Esses dividendos, relativos aos lucros de 2021, ascendem assim a mais de 1.274 milhões de escudos (11,5 milhões de euros). No entanto, a administração da filial cabo-verdiana do grupo africano Ecobank ainda não divulgou publicamente como vai aplicar os lucros de 78,5 milhões de escudos (712 mil euros) de 2021, sendo que no caso do International Investment Bank Cabo Verde (iiBCV) e do Banco Caboverdiano de Negócios (BCN), as administrações decidiram aplicar os lucros, respetivamente de 337,1 milhões de escudos (três milhões de euros) e de 444,2 milhões de escudos (quatro milhões de euros), apenas em reservas.

O BCA é o banco que mais dividendos paga aos acionistas, distribuindo 50% dos lucros de 2021, equivalente a 712 milhões de escudos (6,5 milhões de euros), seguido da Caixa Económica, na mesma percentagem, equivalente a 484,4 milhões de escudos (4,4 milhões de euros).

Ambos os bancos são também os maiores empregadores do setor em Cabo Verde, com mais de 370 trabalhadores cada. Globalmente, os sete bancos comerciais empregavam no final de 2021 à volta de 1.295 trabalhadores.

Além dos sete bancos com licença genérica, funcionavam em Cabo Verde quatro bancos apenas para clientes não residentes, considerados ’offshore’, como Instituições de Crédito de Autorização Restrita (ICAR), regime que terminou no final de 2021.

Ao abrigo da legislação aprovada pelo parlamento, apenas um desses, o Banco de Fomento Internacional (BFI), pediu e concluiu a transformação para licença genérica. Os restantes três, casos do Banco Montepio Geral Cabo Verde, do grupo português Montepio, do BIC Cabo Verde, detido pela empresária angolana Isabel dos Santos, e do Banco Privado Internacional (BPI), optaram por não pedir essa transformação e estão em processo de liquidação.

A Semana com Lusa

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