ECONOMIA

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Lucros da banca de Cabo Verde caíram 6,7% em 2020 para 28 milhões 03 Setembro 2021

A crise provocada pela pandemia de Covid-19 afetou a rendibilidade dos bancos caboverdianos em 2020, com os lucros a caírem 6,7% face ao ano anterior, para 28 milhões de euros, sem distribuição de dividendos aos acionistas.

Lucros da banca de Cabo Verde caíram 6,7% em 2020 para 28 milhões

De acordo com um relatório do Banco de Cabo Verde (BCV) sobre o setor no arquipélago em 2020, a que a Lusa teve acesso, "a rendibilidade do sistema bancário foi afetada pela pandemia, e inverteu a tendência de crescimento registada nos últimos anos".

"Os efeitos da crise económico-financeira decorrentes da propagação da pandemia do novo coronavírus - SARS CoV-2 afetaram os resultados do sistema bancário, não só a nível da margem complementar, mas sobretudo devido ao reforço das Provisões e Imparidades Líquidas, refletindo o aumento do risco de crédito percecionado", refere o mesmo relatório, citado pela mesma fonte.

Segundo o banco central, o resultado líquido do setor, que envolve sete bancos comerciais, incluindo dois do grupo português Caixa Geral de Depósitos, atingiu 3.100 milhões de escudos (28 milhões de euros) em 2020, "o que traduz uma diminuição de 6,7% em relação a 2019".

Acrescenta que para esta evolução "contribuíram substancialmente" o decréscimo da margem complementar em 485 milhões de escudos (4,3 milhões de euros), "derivado da performance desfavorável dos rendimentos com serviços" e comissões líquidas, em 203 milhões de escudos (1,8 milhão de euros), e os resultados de reavaliação cambial, que caíram 224 milhões de escudos (dois milhões de euros).

"Esta pressão da margem complementar em sentido descendente poderá ser explicada sobretudo pela desvalorização das taxas de câmbio das principais moedas, pelas restrições impostas pela pandemia da covid-19 e pela suspensão temporária das cobranças de comissões ’online’", justifica o banco central, conforme cita a Agência Lusa.

Acrescenta por outro lado, as consequências do aumento dos níveis das provisões e imparidades líquidas do exercício, que totalizaram 1.100 milhões de escudos (10 milhões de euros), mais 388,8 milhões de escudos (3,5 milhões de euros) face a 2019, "justificado pela estratégia de antecipação de riscos de crédito pelo setor bancário, com o fim das moratórias".

Seguindo as orientações do BCV, os bancos no arquipélago não distribuíram dividendos dos lucros de 2020, tal como já tinha acontecido face aos de 2019, utilizando esses recursos para aumentar as reservas, face às preocupações com a crise económica e sanitária decorrente da pandemia.

"O rácio de solvabilidade do sistema bancário nacional fixou-se em 19,4%, nível mais elevado de sempre, traduzindo-se num aumento na ordem de 1,7 pontos percentuais", refere o relatório do banco central, citado pela nossa fonte, acrescentando que o capital próprio agregado ascendeu a 23,2 mil milhões de escudos (210 milhões de euros), "em virtude da acumulação de reservas e dos resultados transitados de exercícios anteriores", correspondente à aplicação dos lucros de 2020, de 3.100 milhões de escudos (28 milhões de euros).

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