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MDSV apela ao Governo para materialização de políticas que previnam acidentes graves 06 Janeiro 2021

Com o objetivo de previnir/reduzir acidentes graves no País, o Movimento para o Desenvolvimento de São Vicente (MDSV) chama a atenção do Governo para a necessidade de se materializar, com maior destaque, políticas de Proteção Civil e às pessoas, no sentido de cumprir as normas de segurança.

MDSV apela ao Governo para materialização de políticas que previnam acidentes graves

Preocupado com as vítimas de vários acidentes graves e a falta de uma cultura de segurança em Cabo Verde, o Movimento para o Desenvolvimento de São Vicente (MDSV), apela ao Governo de Ulisses Correia e Silva no sentido de materializar as políticas de Proteção Civil, como forma cumprir as normas de segurança, evitando assim que haja perda de muitas vidas humanas em Cabo Verde.

Com respeito “profundo” às vítimas dos acidentes, este Movimento aponta a ocorrência de vários acidentes no arquipélago. “A 08 de janeiro de 2021 fazem seis anos que o Navio Vicente se afundou”. Diante deste trágico acidente, o MDSV pede que essa data seja relembrada pelo Governo, Câmaras Municipais, Deputados, Universidades, Escolas, Sindicatos, para educar, sensibilizar, promover uma cultura de segurança para um país com menos acidentes, fator que considera ser importante do desenvolvimento.

“O escrupuloso respeito pelas normas de segurança é fundamental pela salvaguarda de vidas humanas, tanto no mar como em terra e esse objetivo só se atinge, com uma cultura de segurança”,realça a mesma associação em comunicado remetido ao Asemanaonline.

Refere ainda que no passado mês Dezembro, em Achada de Santo António, na Cidade da Praia, um trabalhador da construção civil caiu de um andaime e perdeu a vida. “Por conseguinte, o Inspetor Geral do Trabalho deixou entender nas suas declarações à Comunicação Social que, de uma maneira geral, verifica-se uma grave violação das normas de segurança no trabalho, mesmo pelos próprios trabalhadores que deviam ser os primeiros a exigir e a cumprir essas normas e que em 2019 verificaram-se 389 acidentes com seis vítimas mortais o que é demais para um país pequeno”, anuncia, acrescentando que a ex-Ministra da Administração Interna, Marisa Morais do Governo do PAICV, já tinha dito num seminário, na decorrência da erupção do Vulcão do Fogo, em 2014, que Cabo Verde não tem uma cultura de segurança.

O MDSV relembra ainda que a 05 de Janeiro de 2015, aconteceu o “pior” acidente marítimo em Cabo Verde. “O Navio Vicente saiu de São Vicente com 168 passageiros a bordo e 153 toneladas de carga; Fez escala no Sal e saiu no dia 06 para a Praia com 149 passageiros e 193 toneladas de carga, apenas com a máquina de estibordo a funcionar; No dia sete o navio sofreu um corte geral de energia devido a avaria dos dois geradores; As máquinas pararam, o navio ficou à deriva; No porto da Praia um gerador é reparado; Da Praia, o navio saiu sobrecarregado para a ilha do Fogo, tendo cerca de 121 toneladas de carga acima do peso permitido e 26 pessoas a bordo, entre passageiros e membros da tripulação”, revela.

Por tudo isso, este Movimento mostra-se muito preocupado com os “acidentes graves” ocorridos no País, provocando a perda de vidas humanas. “Um barco sobrecarregado, com problemas nos motores principais, problemas nos geradores, problemas de comando, apanhou mau tempo, afundou-se. (Dados dos relatórios do acidente). Aliás, o barco não tinha condições de navegabilidade, operava com a permissividade das autoridades marítimas e do próprio Governo. Se não mantivermos atentos a esses graves erros da governação do país, estaremos a criar condições para aumento de acidentes, cada vez piores.

Para além das 15 vítimas mortais, as perdas materiais, do navio e da carga, o MDSV considera que os “elevados custos” com os serviços de busca e salvamento, os encargos sociais com as famílias que caíram na pobreza extrema porque perderam o único meio de subsistência com a morte dos familiares, são o pesado balanço do incumprimento das normas de segurança e da negligência institucional.

“O relato dos sobreviventes é dramático. No meio daquela tempestade, à noite, o primeiro navio de busca e salvamento passa por eles, várias vezes, mas não consegue localizar os náufragos porque não dispunha de um holofote. É um exemplo de como lidamos com as questões de segurança de forma negligente. Tais situações não podem continuar a acontecer”, opina, exigindo que o Governo crie políticas públicas voltadas para o combate, redução/eliminação de acidentes graves.

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