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Mãe de 71 anos mata filha de 44 deficiente 23 Agosto 2020

Dois recentes casos de homicídio-suicídio a envolver mãe e filha estão no foco das atenções da sociedade que se interroga. Um em Portugal, o outro no Japão. Em ambos os casos, há uma mãe septuagenária e uma filha quadragenária a seu cargo e em sofrimento.

A septuagenária Ryoko Yamamoto está desde esta sexta-feira, 21, a ser julgada pelo homicídio da filha Emi, que ocorreu numa pousada na noite de 13 para 14 de junho. A mãe tinha planeado matar a filha e depois suicidar-se. Depois que Emi morreu na banheira por afogamento, a mãe engoliu uma caixa de comprimidos. Veio a ser encontrada ainda com vida, a contorcer-se de dor no chão do quarto.

Foi apresentada agora em tribunal ao fim de dois meses hospitalizada. A Polícia de Yokkaichi, na Prefeitura de Mie, anunciou em conferência de imprensa que a septuagenária confessou o crime: "Ela explicou como fez ", "afirmou que quis aliviar o sofrimento da filha e morrer com ela".

A situação dividiu a web-esfera. Muitos compadeceram-se da mulher que terá estado "a cuidar da filha deficiente durante toda a vida" e que "no fim sem forças" quis poupá-la a um futuro incerto e de sofrimento.

Muitos também condenaram a desculpabilização deste filicídio. Entendem que fomenta "a cultura da morte", "muito presente na sociedade hoje".

Portugal: filicídio e suicídio consumado

Foi na última semana de julho que o Jornal de Notícias estampou o caso da septuagenária maiota que matou a filha de 42 anos, divorciada, e se suicidou em seguida. O modus operandi para a consumação do ato desesperado foi a ingestão de uma grande quantidade de medicamentos.

O motivo deduz-se do que disseram ao diário local Notícias Maia os vizinhos do apartamento onde se deu o duplo caso de morte, em Moreira da Maia, a 50 km do Porto.

A família — formada pelo casal, ela de 72 anos, ele octogenário, e a filha — vivia em constante desassossego causado pelos acessos destrutivos da quadragenária que sofreria de uma doença degenerativa, segundo os depoimentos.

Fontes: Japan Times/outras referidas. Foto (JN) do caso em Portugal.

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