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Maio: Moradores da localidade de Morrinho indignados com empresa Águas e Energias do Maio 11 Agosto 2020

Os moradores da localidade de Morrinho, na ilha do Maio mostra-se indignados com a empresa Águas e Energias do Maio, pela forma como vem processando a faturação mensal do consumo de água. É que, segundo dizem, as contas deste precioso líquido vêm aumentando de forma “exagerada”, no momento em que estão a deparar com problemas de abastecimento de água nas torneiras há cerca de quatro meses.

Maio: Moradores da localidade de Morrinho indignados com empresa Águas e Energias do Maio

Um grupo de munícipes, procurou a Inforpress, esta segunda-feira, 10, para manifestar o seu descontentamento já que, segundo afirma, as contas da água vêm aumentando de forma “demasiada”, no momento em que estão a deparar com problemas de abastecimento de água nas torneiras durante os últimos quatro meses.

Francisco Monteiro dos Reis, um dos moradores da localidade de Morrinho, disse à Inforpress que nos últimos meses a fatura de água “baralhou”, porque normalmente, a sua família tem vindo a pagar um montante que ronda os três a quatro mil escudos por mês. “No entanto, a fatura do passado mês de Abril veio com um montante de mais de 12.000 escudos, triplo daquilo que vinha pagando até essa data”, proferiu.

Conforme explicou aquele cliente da empresa Águas e Energias do Maio, tanto ele como o seu pai já se deslocaram ao balcão de atendimento da empresa para comparação com outras faturas anteriores, mas mesmo assim, têm vindo a ignorar as suas reivindicações, pelo que promete não pagar este montante até que a situação seja explicada e normalizada.

“Normalmente a nossa conta varia entre três e quatro mil escudos por mês, mas quando fui pagar a factura do mês de Maio, informaram-me que temos uma conta de mais de 12 mil escudos por pagar, de modo que fiquei estupefato, porque nunca pagamos uma fatura nesse valor", mostra.

Anastácio Monteiro é outro munícipe e criador de gado que se mostra descontente e “desapontado” com a empresa Águas e Energias do Maio, por não ter sabido escutar as pessoas. “Nós não compreendemos por que é que de um momento para o outro, uma pessoa passa a pagar o triplo do consumo de água, uma vez que estamos a ter água na rede, praticamente, uma vez por semana nestes últimos quatro meses”, apontou.

Aquele morador considera “exagerado”, o valor que está a constar nas faturas, principalmente do mês de Abril, salientando que nunca tem consumido aquela quantia anteriormente, quanto mais neste momento, em que o número de gado reduziu para mais de metade.

“Para nós, que temos os nossos animais, quando não temos água na rede por praticamente, uma semana, acabamos por sofrer e sem saber o que fazer, e o mais triste, é que não avisam e nem informam às pessoas o que se está a passar com a falta de água nas redes”, anotou.

Mesmo sentimento tem o munícipe, Escolástico Oliveira. Este disse à Inforpress que, após a entrada em funcionamento da empresa Águas e Energias do Maio, a situação piorou em vários sentidos, desde o abastecimento à facturação do consumo e a comunicação, salientando que a faturação tem vindo a aumentar sem que ninguém saiba a razão.

“Disseram-me que agora a leitura está sendo feita de forma digital, por isso pensei que era uma inovação e que trazia mais satisfação aos clientes, mas pelos visto, está a ser um problema para nós”, ressalta, acrescentando que a promessa de água, durante vinte e quatro horas na rede e da melhor qualidade, ainda não está a ser sentida.

Conforme escreve ainda a Inforpress, os consumidores de água estão “descontentes” com a Empresa Águas e Energias, um pouco por toda a ilha do Maio e exigem uma explicação sobre o aumento “considerável” dos gastos, bem como da irregularidade da água nas redes.

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