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Maio: OIAM denúncia programa “eleitoralista” e revela sondagem que aponta para a derrota do MpD na ilha 06 Janeiro 2019

A Onda Independente para Avanço do Maio (OIAM, oposição) classificou de “eleitoralista” a promessa feita pelo edil maiense, Miguel Rosa, de que durante o ano de 2019 a autarquia irá criar na ilha mais de 800 novos postos de trabalho. É que segundo assegurou o porta-voz António Ramos, “no passado mês de Julho foi realizada uma sondagem por uma empresa de pesquisa da opinião pública que atribuía derrota ao MpD na ilha do Maio, caso as eleições fossem realizadas naquela altura. Dai, segundo ele, as investidas eleitoralistas dos sistema MpD na tentativa de reverter o quadro político atual desfavorável.

Maio: OIAM  denúncia programa  “eleitoralista”  e revela sondagem que aponta para a derrota do MpD na ilha

Em declarações hoje à Inforpress, o porta-voz da Onda Independente para Avanço do Maio, António Ramos, afirmou que a actual equipa camarária já apresentou três orçamentos e nestes “poucos” postos de trabalho foram criados, principalmente para os jovens com formação profissional ou superior, razão pela qual, ajuntou, muitos estão a abandonar a ilha à procura de melhores condições de vida em outras parcelas do arquipélago ou no exterior.

“Questionamos ao presidente da Câmara, porquê que estes postos de trabalho não foram criados em 2016, 2017 e nem em 2018 e porquê só agora, que estamos num ano pré-eleitoral, vem anunciar a criação de mais de 800 novos postos de trabalho”, sublinhou, enfatizando que “este é um anúncio eleitoralista para ver se consegue tapar os olhos aos maienses”, quando o autarca “tem na posse informações que lhe dão indicações que está em maus lençóis”.

Referente às obras municipais anunciadas pelo edil maiense para 2019, aquele porta-voz fez saber que as mesmas obras vêm constando dos sucessivos orçamentos que a edilidade vem apresentado na Assembleia Municipal, pelo que não acredita que seja desta vez que as mesmas venham a ser concluídas, porque já estão a “pecar” pela chegada tardia.

Segundo a mesma fonte, António Ramos afirmou ainda que os maienses estão descontentes com a autarquia local e com o governo central, razão pela qual saíram à rua numa manifestação, exigindo melhores condições para ilha.

Adiantou, a propósito, que a ilha do Maio está sendo “esquecida” pelo Governo central, que não fez ali a apresentação pública da sua proposta de regionalização e nem se fez representar no acto público da abertura do ano lectivo”.

O porta-voz da OIAM condenou ainda a transferência de 11 professores, sem que tenha havido a sua reposição a tempo, o que considerou ser um “desrespeito” para com os maienses.

“Para além do não comprimento das promessas eleitorais, principalmente no que tange à construção do aeroporto internacional, que já nem se fala. Quanto ao porto também ainda não se sabe como andam os processos”, sustentou.

António Ramos assegurou que “no passado mês de Julho foi realizada uma sondagem por uma empresa de pesquisa da opinião pública que atribuía derrota ao MpD na ilha do Maio, caso as eleições fossem naquela altura.

Por isso, disse, a partir dali “começaram a movimentarem-se em todos os sentidos, para verem se conseguem convencer os maienses de que estão a fazer alguma coisa”.

António Ramos exortou edilidade maiense a apresentar, o quanto antes, o seu plano de emergência, afim de não se repetir o mesmo cenário do ano passado, durante o qual morreram centenas de cabeça de gado, por causa da seca.

Falta de transparência e consultas médicas

“Estamos preocupados, porque daqui a poucos meses, já não vai haver pastos e não queremos ver isso a acontecer”, enfatizou.

O responsável oposicionista pediu que haja mais transparência na governação local, porque, conforme adiantou, as coisas estão a ser feitas sem a devida transparência, razão pela qual não participaram na sessão extraordinária para aprovação da alienação em hasta pública de um terreno na localidade de Morro.

A situação da saúde também é algo que deixa a OIAM preocupada, porque considera aquele porta-voz que a ilha tem vindo a receber poucas consultas de especialidade.

De acordo ainda com António Ramos citado pela Inforpress, a preocupação é extensiva também à questão da evacuação dos doentes, principalmente quando ocorre à noite.

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