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Mais de 2,3 milhões de crianças precisam de ajuda na Etiópia 23 Novembro 2020

Cerca de 2,3 milhões de crianças precisam de ajuda humanitária em Tigray e outros milhares estão em situação precária em campos de refugiados no Sudão devido ao conflito naquela região etíope, alertou hoje a UNICEF.

Mais de 2,3 milhões de crianças precisam de ajuda na Etiópia

"A falta de comunicações e as restrições de viagens à região de Tigray estão a impedir o apoio a 2,3 milhões de crianças que precisam de assistência humanitária", disse a diretora-geral da agência das Nações Unidas para a infância, Henrietta Fore, num comunicado divulgado na sexta-feira, citado pela Lusa. A agência da ONU estimou que cerca de 12 mil crianças, algumas sem pais ou família, estão em campos de refugiados ou centros de acolhimento e estão em risco.

Ainda segundo a Lusa, a província de Tigray, região dissidente no norte da Etiópia, tem sido palco de fortes combates desde o início das operações militares do Governo, em 04 de novembro. “O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed Ali, lançou uma ofensiva contra a Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF), que lidera a região e está a desafiar a autoridade do Governo Federal há vários meses”, escreve a mesma fonte, salientando que centenas de pessoas foram mortas e, de acordo com autoridades sudanesas, 36 mil cruzaram a fronteira para procurar refúgio no Sudão.

Muitos desses campos improvisados no Sudão estão sobrelotados e os refugiados vivem em condições insalubres, com acesso limitado a comida e água. "As condições de vida dessas crianças são extremamente duras. Estamos a trabalhar com os nossos parceiros para fornecer suporte básico em termos de saúde, alimentação e água", disse Fore, citado pela Agência Lusa.

"Apelo a todas as partes no conflito para permitirem o acesso contínuo e sem entraves a todas as comunidades afetadas pela guerra para poder chegar às crianças e às suas famílias", declarou a diretora-geral do UNICEF, à Lusa, ressaltando que Henrietta Fore também pediu a garantia de que as crianças não serão "recrutadas e usadas" em conflitos.

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