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Mais de 200 participantes em Cabo Verde para reunião da comissão regional africana da OMT 30 Agosto 2021

Cabo Verde vai receber mais de 200 participantes, nacionais e estrangeiros, para a 64.ª reunião da comissão regional africana da Organização Mundial do Turismo (OMT), que decorre entre 02 e 04 de setembro na ilha do Sal.

Mais de 200 participantes em Cabo Verde para reunião da comissão regional africana da OMT

Além da 64.ª Reunião da Comissão Regional da OMT para África, Cabo Verde vai organizar ainda durante os mesmos dias a segunda edição do Fórum Global do Turismo para o Investimento em África.

"Cerca de duas centenas de participantes, entre ministros do turismo do continente africano, investidores e instituições financeiras internacionais, altos dirigentes e especialistas dos setores público e privado e demais ’stakeholders’ do turismo, são esperados nestes três dias de intensa atividade na cidade de Santa Maria", antecipou o Governo cabo-verdiano.

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Segundo o executivo cabo-verdiano, ambos os eventos vão decorrer "sob o signo de investimento no turismo em África, numa altura em que todos os esforços estão concentrados na retoma e recuperação do turismo", bastante afetado pela pandemia de covid-19.

"A realização destes importantes eventos no nosso país assume primordial importância pelo seu impacto e dimensão, uma oportunidade ímpar para Cabo Verde, país onde o turismo é considerado o motor da economia, apresentar e posicionar-se perante África e o mundo", prosseguiu.

Com a realização dessas duas reuniões, o arquipélago quer ainda recandidatar-se a um segundo mandato no conselho executivo da OMT, como também a assumir "um papel mais ativo e atuante" no seio da comissão regional africana da OMT.

De acordo com o ministro do Turismo e Transportes, Carlos Santos, será um "importante palco" para o empresariado nacional para a realizações de contactos com organismos internacionais e daí extrair todas vantagens.

Promover o investimento para o desenvolvimento e valorização do turismo em África, criação de uma imagem positiva de África e de Cabo Verde, enquanto destinos turísticos e maior integração africana, por via do turismo são os principais objetivos traçados para os eventos.

Da agenda de trabalhos, constam ainda a realização de dois ’workshops’, dedicados aos temas: "Inovação e Marketing Digital — Motores de Inovação e de Análise para acelerar o crescimento do Turismo" e "Prontidão do Investimento das Empresas Africanas".

A cerimónia de abertura da reunião da comissão regional da OMT vai ser presidida pelo Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, enquanto o primeiro-ministro do país, Ulisses Correia e Silva, vai abrir a segunda edição do Fórum Global do Turismo para o Investimento em África.

Também em coorganização com a OMT, Cabo Verde já tinha recebido na ilha do Sal, em março de 2019, a primeira Conferência Ministerial sobre o Turismo e Transporte Aéreo em África, considerado um dos maiores eventos da instituição organizados no continente africano.

Cabo Verde é membro da OMT desde 2001 e foi eleito pela primeira vez para o conselho executivo da organização em setembro de 2017, para um mandato de quatro anos.

Cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde depende diretamente do turismo, tendo o arquipélago garantido um recorde de mais de 819 mil turistas em 2019, procura que caiu mais de 70% em 2020, devido à pandemia de covid-19, provocando uma crise económica no país.

Na área do turismo, o programa do Governo para a legislatura (2021/2026) prevê compensações a operadores aéreos para voos ’low cost’, para garantir a retoma do turismo após a pandemia, e pretende atingir até 2026 uma procura anual de 1,2 milhões de turistas.

Para este ano, antes da pandemia, o Governo previa alcançar a meta de um milhão de turistas, mas devido às restrições provocadas pela covid-19, o país recebeu apenas cerca de 12.000 turistas no primeiro trimestre.

O programa do Governo define ainda que serão criadas condições para a subida de Cabo Verde no ’ranking’ da competitividade turística, com o objetivo de passar a integrar o grupo dos 50 países mais competitivos (88.º em 140 países em 2019) e situar-se entre os 10 melhores do grupo dos pequenos países insulares. A Semana com Lusa

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