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Mais de 50 desaparecidos em naufrágio de embarcação proveniente da Líbia 19 Maio 2021

Uma embarcação com 90 pessoas a bordo, proveniente da Líbia e que pretendiam alcançar clandestinamente a Europa naufragou esta terça-feira, 18, com 30 sobreviventes socorridos ao largo da Tunísia, segundo o Ministério da Defesa tunisino.

Mais de 50 desaparecidos em naufrágio de embarcação proveniente da Líbia

As primeiras informações apontam que perto de 50 pessoas estão desaparecidas, indicou à agência noticiosa AFP, o porta-voz do ministério, Mohamed Zikri, precisando que os náufragos foram recolhidos na plataforma petrolífera marítima Miskar, conforme a Agência de Notícias Lusa.

Sabe-se, através da mesma fonte, que as autoridades tunisinas estavam a tentar repatriar os 33 sobreviventes, na maioria provenientes do Bangladesh, em direção ao porto tunisino de Zarzis (sudeste), perto da fronteira líbia.

Um porta-voz regional da Organização Internacional das Migrações (OIM), Flavio Di Giacomo, indicou na rede social Twitter que partiram domingo desde o porto líbio de Zuwara, a 150 quilómetros de Zarzis. “A Tunísia socorre com regularidade os migrantes que partem da vizinha Líbia e que têm naufragado no Mediterrâneo Central, uma das rotas migratórias mais mortíferas segundo as Nações Unidas”, noticia a fonte.

Recorde-se quer na segunda-feira, a Marinha tunisina prestou auxílio a mais de 100 migrantes, também provenientes do Bangladesh e do Sudão, que estavam "na iminência de naufragar" ao largo da ilha de Djerba. Também indicaram que partiram no domingo de Zuwara.

Ainda, conforme a Lusa, em paralelo, numerosas embarcações foram intercetadas por guardas costeiros líbios e forçadas a regressar à Líbia na noite de domingo para segunda-feira.

Na segunda-feira, e segundo a porta-voz Safa Msehli em mensagem no Twitter, a OIM lamentou que "680 migrantes tenham sido intercetados e conduzidos para a Líbia na última noite". "O apoio aos organismos de busca e salvamento na Líbia deve ser condicionado à ausência de detenção arbitrária e de violação dos direitos humanos", acrescentou, apelando a que seja reconsiderado qualquer apoio "na ausência de tais garantias", escreve a nossa fonte, sublinhando que a União Europeia (UE) apoia, desde há anos, as forças líbias que assumem a função de guarda costeira, apesar das “deploráveis condições” nos centros de retenção líbios.

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