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Mais de centena de ’portugueses’ — ’Palops’, chineses — citados no escândalo ’Suisse Secrets’ 23 Fevereiro 2022

Há mais de 100 portugueses apanhados em esquemas de lavagem de dinheiro, no escândalo ’Suisse Secrets/Segredos da Suíça’, a nova investigação do consórcio OCCRP-Projeto de Investigação Jornalística à Corrupção e Crime Organizado. Os luso-angolanos Álvaro Sobrinho e Hélder Bataglia são os nomes mais conhecidos da lista, obtida de fonte interna do ’Crédit Suisse’.

Mais de centena de ’portugueses’ — ’Palops’, chineses — citados no escândalo ’Suisse Secrets’

Na lista dos "portugueses" que abriram contas na Suíça para esconder o seu dinheiro constam "uma dezena de imigrantes na Venezuela, duas dezenas de chineses e ainda dezenas de cidadãos africanos com dupla nacionalidade" além de um número não indicado de portugueses, noticia hoje o Expresso

A lista relativa aos portugueses com contas no ’Crédit Suisse’ inclui os dois famosos luso-angolanos, que têm doze e dez contas: Álvaro Sobrinho, de 60 anos, ex-presidente do BESA Grupo Espírito Santo em Angola, e Hélder Bataglia, de 75, fundador da Escom, o braço não financeiro do Grupo.

Ambos são visados pela Justiça em Portugal: na Operação Monte Branco, relacionada com mais um esquema de lavagem de dinheiro, e num inquérito-crime sobre a apropriação de centenas de milhões de euros no BESA-Banco Espírito Santo Angola durante o tempo em que Sobrinho era presidente-executivo e Bataglia administrador.

O Expresso refere que nomes como o de Ricardo Salgado, que tinha contas no Crédit Suisse, ou políticos e funcionários públicos em Portugal estão fora desta investigação iniciada pelo Süddeutsche Zeitung, que teve acesso a dados de 18.000 contas do Crédit Suisse que totalizam US$ 100 biliões e oito por cento são identificadas como "potencialmente problemáticas".

Segundo a investigação que envolveu mais de 163 jornalistas de 48 meios de comunicação em 39 países, o Crédit Suisse manteve contas para criminosos, ditadores, funcionários de inteligência, partidos e atores políticos com riqueza incomum.

Corrupção, desvios.
O Suisse Secrets identificou o empresário do ramo de mineração Billy Rautenbach, que teria colocado US$ 100 milhões na campanha do ex-presidente do Zimbabué, Robert Mugabe. O ​​rei Abdullah II da Jordânia teria mantido US$ 223 milhões no banco suíço enquanto o país pedia ajuda externa. O executivo alemão Eduard Seidel teria administrado um esquema de suborno.

Da Venezuela

Autoridades venezuelanas que desviaram recursos da PDVSA, a petrolífera estatal, estão na lista de clientes do banco suíço.

Segundo os dados vazados, mais de 20 venezuelanos ligados a quatro esquemas de corrupção da PDVSA acumularam pelo menos US$ 273 milhões em 25 contas abertas no Crédit Suisse de 2004 a 2015. Entre eles, o ex-vice-ministro de Energia da Venezuela Nervis Villalobos e o empresário Roberto Rincón.

O Suisse Secrets continua outras investigações jornalísticas desse tipo, como o Pandora Papers (Pandora Papers: Revela riqueza oculta de 35 chefes de Estado e governo, 300 famosos, 04.out.021).

Crédit Suisse nega

O banco suíço emitiu um comunicado a negar as alegações primeiro publicadas no domingo pelo Süddeutsche Zeitung. Afirma "rejeitar veementemente as alegações e insinuações sobre as supostas práticas comerciais do banco".

O Crédit Suisse refere que a maior parte das contas citadas pela investigação jornalística já foram encerradas ou estão em processo de fechamento. Em relação às contas que seguem abertas, afirma ter atuado "com a devida diligência, revisões e outras medidas relacionadas ao controlo".

"Como uma instituição financeira líder global, o Crédit Suisse está profundamente ciente de sua responsabilidade para com os clientes e o sistema financeiro como um todo para garantir que os mais altos padrões de conduta sejam mantidos",

Fontes: Expresso.pt/Jornal de Negócios. Relacionado: Luso-angolano Álvaro Sobrinho interrogado 6 dias por comissão anti-corrupção na R. Maurícia — Caso ’Platinum Visa’, 04.set.018

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