ACTUALIDADE

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

"Mais pressão sobre Putin": Hillary Clinton desafia ’Ocidente’ a excluí-lo do G20 04 Abril 2022

As atuais medidas sancionatórias sobre a Rússia — que desde 24-2, ao invadir a Ucrânia, "está a violar gravemente o direito internacional" — estão a ser consideradas insuficientes para resolver a crise ucraniana. Entre essas "vozes autorizadas", está Hillary Clinton que ontem pediu mais pressão sobre Putin, banindo-o das organizações internacionais a começar já pelo próximo G20.

"O único caminho para estancar o derramamento de sangue e o terror na Ucrânia, e também proteger a Europa e a democracia, é fazer tudo o que pudermos para impor mais e maiores sanções contra Putin", expressou a Sra. Clinton num programa da CNBC no domingo, 3.

"Mais bancos sancionados, mais sanções nos setores do gás e petróleo”, apelou a secretária de Estado nos dois mandatos da era Obama.

"Deve ser excluído do G20 em Bali em novembro. E se os organizadores não o banirem, serão os demais países, Estados Unidos e Aliados a boicotarem o encontro", defendeu Hillary Clinton ao 38º dia da guerra.

Em 2016, respingos de anos de hostilidades

As relações entre as duas personalidades políticas nunca foram amistosas. Em 2011, o primeiro-ministro Putin acusou a secretária de Estado Hillary Clinton de estar a incentivar os protestos que abalaram a Federação Russa.

Cinco anos depois, alega-se que a interferência russa na eleição presidencial dos Estados Unidos terá provocado a derrota da candidata democrata. Hillary não tem dúvida sobre isso: "Ele tem uma guerra pessoal contra mim", afirma.

Mas essa que é tida como a vingança de Putin contra Hillary estende-se também a Bill que não apoiou a entrada da Rússia na NATO.

Três dias antes da invasão da Ucrânia, Putin revelou na televisão que em 2000 — era então primeiro-ministro sob Boris Ieltsine — pediu ao "presidente americano" para ajudar a Rússia a integrar a NATO.

Era a primeira visita de Bill Clinton a Moscovo e Putin acreditava que se abria uma nova era nas relações entre os dois países antagonistas.

Porém, "o resultado foi o que se vê", queixou-se Putin há seis semanas. "Os EUA apoiaram e armaram todos os movimentos separatistas anti-Rússia, os terroristas contra a Rússia".

Fontes: AP/CNBC/Arquivos. Foto(Getty): Na APEC-cimeira económica e de cooperação Ásia-Pacífico, em Vladivostok, Rússia, de 2012, a secretária de Estado Hillary Clinton e o recém-empossado presidente Vladimir Putin.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project