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Malásia: Julgamento de religioso por "ofensa ao pudor" via envio de fotos obscenas 24 Dezembro 2022

Ebit Irawan bin Ibrahim Lew é um religioso "de longa barba respeitável" que está no tribunal de Kuala Lumpur a responder pela acusação de "ofensa ao pudor". A queixosa, na casa dos 40 anos, recebeu durante quatro meses material pornográfico não solicitado enviado pelo religioso e empreendedor então de 36 anos.

 Malásia: Julgamento de religioso por

No banco dos réus está Ebit Irawan bin Ibrahim Lew, um religioso na Malásia, a monarquia eletiva constitucional que tem o islamismo como a religião oficial. O país destaca-se por, ao mesmo tempo, proteger a liberdade de religião, em resultado da sua composição multicultural que advém de milénios de história. O território formado por dezenas de ilhas, algumas descontínuas, foi sendo ocupado por nações diversas: indianos e chineses budistas, indianos e árabes muçulmanos, europeus cristãos a partir da colonização portuguesa de 1511 a 1641.

Lew também homem de negócios, originário da comunidade malaia de ascendência chinesa, é conhecido pela sua "entrega à causa de quem é pobre, marginalizado e LGBTQ+".

Mas agora a queixa apresentada estará a mostrar a face oculta do religioso. Ele é acusado de ter, entre março e junho de 2021, enviado por WhatsApp à sua vítima textos e fotos de conteúdo obsceno, um crime punível com uma pena de cinco anos de prisão efetiva.

Ebit Lew em tribunal esta quinta-feira, dia seguinte ao do seu 38º aniversário, foi confrontado com as fotos encontradas no seu iPhone, apreendido na sequência da queixa registada em julho do ano passado.

Segundo a perita Siti Nooraini Mohd Sahid, que testemunhou na qualidade de técnica forense, as fotos encontradas no telemóvel do religioso têm um conteúdo incriminatório.

Com este quarto testemunho pericial, o tribunal marcou duas novas sessões para 7 e 10 de fevereiro. A leitura da sentença deve ocorrer nessa última data.

Vicioso círculo. No alvor da era dos social-media quase nenhum utente terá escapado à sina de receber fotos inadequadas, enviadas tanto por pessoas identificadas como não. Identificadas incluíam os amigos e “amigos do FB” por exemplo, que não pensavam duas vezes antes de reencaminhar material recebido, num vicioso círculo de partilha piramidal.

Fontes: SouthAsia Post/Malaysia Times. Fotos: Pregação numa mesquita da cidade natal de Lew — nome de família derivado do chinês Lee — no reino da Malásia, onde (como no Reino Unido) o chefe de Estado é também o líder da religião oficial. O religioso a caminho do tribunal esta quinta-feira: o julgamento começou em agosto e concluir-se-á em fevereiro.

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