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Malauí: Continua a luta da ativista que anulou milhares de casamentos infantis 25 Novembro 2020

Há 23 anos que ela ganhou fama como "a destruidora de casamentos" do país: em 1997, a malauí Theresa Kachindamoto viu-se compelida a trocar o seu trabalho como secretária de uma universidade local pelo posto de chefe no distrito de Dedza, no sul do Malauí. Mas ela "não fazia ideia dos horrores que iria ter de combater".

Malauí: Continua a luta da ativista que anulou milhares de casamentos infantis

«Cheguei e vi meninas de 14, 13, 12 anos que já eram mães, umas já tinham mesmo dois bebés. Crianças que são mães! Fiquei tão zangada que na primeira reunião [com os chefes da sua superintendência] disse: "Isto tem de acabar! Estas crianças têm de voltar para a escola"».

Só nos últimos 3 anos, Theresa já ajudou mais de 1.500 mulheres, casadas antes dos 18 anos, a anular os seus casamentos forçados e a construir os seus projetos de vida.
"Muitas voltaram a estudar e, assim abrem portas para um futuro melhor".

A República do Malauí tem um dos piores indicadores relativos ao casamento precoce: mais de metade das mulheres casa antes dos 18 anos. Segue-se que no IDH o país está no fim da tabela.

Estima-se que 115 milhões de pessoas em todo o mundo casaram-se quando crianças, mostra um estudo das Nações Unidas na sua primeira análise sobre noivos-crianças. Destes, 23 milhões (20%) casaram-se antes mesmo dos 15 anos.

Segundo o Unicef-Fundo das Nações Unidas para a Infância, a prática condenada à luz dos direitos humanos continua em todo o mundo. Um em cada cinco casamentos — incluidas também as uniões informais — realiza-se entre uma menor e um adulto ou também menor.

Mas há esperança de vir a erradicar a prática, já que há uma década as estatísticas eram de um em cada quatro casamentos, prognostica o Unicef.

Fontes: La Vanguardia/ unicef.org/. Relacionado: EUA: Casamentos infantis em 46 Estados violam direitos humanos — Califórnia sem idade mínima, 24.nov.020. Foto: A chefe tribal Theresa Kachindamoto na sua luta contra o casamento infantil em nome do desenvolvimento e direitos humanos no Malauí.

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