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Mali: Presidente Assimi Goita alvo de ataque com arma branca na oração do Eid 20 Julho 2021

O ataque com arma branca aconteceu quando o presidente de transição, Assimi Goita (de azul), estava na Grande Mesquita de Bamako, onde se juntara a milhares de crentes para a oração do Eid-ul-Adha, ’Festa do Sacrifício’ do carneiro. Dois homens foram detidos e o presidente levado para lugar seguro num quartel militar "está são e salvo", informou esta terça-feira à tarde a presidência.

Mali: Presidente Assimi Goita alvo de ataque com arma branca na oração do Eid

Segundo o Journal du Mali, "um jovem tentou apunhalar pelas costas" o presidente, mas a segurança conseguiu dominá-lo de imediato e apenas "outro homem que estava perto foi atingido".

A mesma informação foi transmitida em comunicado pelo imã Latus Tourè, que dirige esse lugar de culto: "O atacante não chegou a atingir o presidente de transição", mas terá ferido "uma outra pessoa", refere a Reuters.

Um comunicado da presidência na mesma terça-feira à tarde, via Twitter, informou que o presidente "está são e salvo" e encontra-se num lugar seguro perto da capital. Refere-se também que dois homens foram detidos — só um empunhava a arma branca — e o caso está sob investigação.

2 golpes em nove meses por Goita. Ataques djihadistas em paralelo

Em 27 de maio, o homem forte no poder do Mali, o coronel Assimi Goita, justificou o golpe com o facto de que o presidente, Bah Ndaw, e o primeiro-ministro, Moctar Ouane, empossados em agosto formaram um novo governo sem o consultar enquanto vice-presidente encarregado das questões de segurança, "um papel fundamental num país em turbulência e com violência de todos os tipos, sobretudo jihadistas".

A renúncia de Ndaw e Ouane, presos na segunda-feira, 31-5, foi anunciada no dia seguinte, sem que ninguém soubesse em que condições. O presidente e o primeiro-ministro de transição estavam detidos em segredo no campo militar de Kati, a cerca de 15 quilómetros de Bamako.

A detenção de Ndaw e Ouane ocorreu horas após o anúncio da composição de um novo governo formado pelo primeiro-ministro, o que, segundo várias fontes, causou desconforto entre os líderes do golpe militar pela exclusão de dois comandantes militares.

Ataques djihadistas em paralelo. Entretanto, no dia 25 último seis soldados do Mali morreram e 15 capacetes azuis da missão da ONU no país, a maioria alemães, ficaram feridos em ataques separados, informaram o exército local e a organização multilateral.

Os seis soldados malianos foram alvo de ataque no centro do país, horas depois de um carro-bomba ferir outros 15 membros das forças de paz internacionais no norte na fronteira saheliana.

A ministra da Defesa alemã, Annegret Kramp-Karrenbauer, confirmou serem alemães doze dos soldados feridos num atentado com carro-bomba. Ela esclareceu que todos os feridos foram evacuados em helicóptero de uma base temporária perto de Tarkint, no norte do Mali, onde ocorreu o atentado e que três deles se encontram em estado grave.

A missão de paz da ONU no Mali (Minusma) tem 13.000 militares de diferentes países destacados em toda a vasta área semi-árida do Mali. Desde 2012, o conflito custou a vida de milhares de soldados e civis.

ONU condena

O Conselho de Segurança da ONU condenou de imediato, em declaração aprovada por unanimidade, a destituição pelos militares das autoridades de transição no Mali. Contudo, não se refere "golpe de Estado", nem a possibilidade de medidas coercivas.

"Os membros do Conselho de Segurança condenam veementemente a prisão do presidente e do primeiro-ministro responsável pela transição, bem como de outros funcionários por elementos das forças armadas", lê-se na declaração tornada pública.


Festa restrita em tempos de Covid

Os jornais dos países com significativa população muçulmana dão esta terça-feira grande destaque à festa da imolação do carneiro — como é habitual. O tom dissonante é que a oração coletiva foi em alguns países abolida.

O senegalês Sud Quotidien refere o "Tabaski a duas velocidades", o que significa que a Aïd el-Kebir senegalesa, assinalad, esta terça e quarta-feiras, tem lugar em espaços fechados, como na Mesquita de Omar que renunciou à oração coletiva "por causa do aumento exponencial dos casos de Covid-19.

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Fontes: Referidas. Relacionado: Mali: Mandado Interpol para deter filho do presidente Boubacar Keita, 07.jul.021; UA e Cedeao expulsam Mali — Macron suspende colaboração militar, 05.jun.021.Foto (AFP): Autoproclamado presidente Assimi Goita (de azul) na oração do Eid, minutos antes do ataque com arma branca. O coronel de 38-39 anos liderou o 2º golpe em nove meses ( agosto e maio).

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