LUSOFONIA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Mali: Presidente de transição agradece à Rússia a ajuda militar e segurança 29 Julho 2023

O presidente de transição do Mali, coronel Assimi Goita, agradeceu hoje ao Presidente russo, Vladimir Putin, a ajuda militar e de segurança ao país africano, sancionado pelos Estados Unidos pelos seus laços com o grupo Wagner.

Mali: Presidente de transição agradece à Rússia a ajuda militar e segurança

"O Mali tem uma aliança militar com a Rússia. Agradecemos-lhe o seu apoio e a sua amizade. Graças à Rússia, conseguimos reforçar as nossas forças armadas e os nossos serviços de segurança", disse Goita durante o seu discurso na cimeira Rússia-África, em São Petersburgo.

O Mali é atualmente um país "absolutamente independente e autossuficiente", cujo exército pode defender a sua "integridade territorial".

"O Mali está agora na ofensiva. Reduzimos significativamente o número de ataques às nossas bases militares e conseguimos garantir a segurança em muitos locais", afirmou.

Goita sublinhou que a Rússia provou, nos momentos mais difíceis, que é "um parceiro fiável" e que sempre "respeitou a soberania do Mali".

Na segunda-feira, os Estados Unidos sancionaram o ministro da Defesa do Mali, Sadio Camara, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Alou Boi Diarra, e o seu adjunto, Adama Bagayoko, por "trabalharem em estreita colaboração" com o grupo mercenário Wagner e facilitarem a sua expansão no país.

As mortes de civis aumentaram 278% desde a implantação do grupo Wagner no Mali, em dezembro de 2021, denunciou o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, num comunicado.

Na quarta-feira, o governo do Mali condenou estas sanções, considerando-as "acusações infundadas" e acusou Washington de contribuir para a insegurança no Sahel.

A imprensa local noticiou na quinta-feira que o chefe do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, se reuniu em São Petersburgo com representantes do Níger, Mali e República Centro-Africana, onde mercenários russos chegaram esta semana para garantir a segurança durante o referendo constitucional de domingo.

Na semana passada, organizações de defesa dos direitos humanos denunciaram as atrocidades cometidas pelo exército do Mali e, presumivelmente, pelos mercenários de Wagner.

O Mali atravessa uma profunda crise política e de segurança desde 2012, quando grupos rebeldes e terroristas tomaram o controlo do norte do país, e degradou-se após os dois golpes de Estado em agosto de 2020 e maio de 2021.

A Semana com Lusa

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project