INTERNACIONAL

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Mandado de detenção contra Trump pela morte de "tenente" de Soleimani 07 Janeiro 2021

Um tribunal do Iraque emitiu esta quinta-feira, 07, um mandado de detenção do Presidente cessante dos Estados Unidos, Donald Trump, no âmbito do inquérito à morte de Abu Mehdi al-Muhandis, assassinado há um ano juntamente com o general iraniano Qassem Soleimani.

Mandado de detenção contra Trump pela morte de

Comandante de milícias pró-iranianas no Iraque, Al-Muhandis era considerado o "tenente" de Soleimani no país e foi morto no mesmo bombardeamento norte-americano junto ao aeroporto de Bagdad, a 03 de Janeiro de 2020, segundo escreve a Agência Lusa.

Recorde-se que em Junho, o Irão emitiu um mandado de detenção e exigiu a emissão de uma "notificação vermelha" à Interpol contra Trump pela morte do general Soleimani, sem sucesso.

“O veículo aéreo não tripulado (drone), que destruiu os veículos dos dois homens descolou por ordem de Trump, que horas depois se congratulou por ter eliminado dois (homens) pelo preço de um", cita a mesma fonte, acrescentando que os assassínios foram considerados "ilegais" e "arbitrários" pela relatora especial sobre as execuções extrajudiciais da ONU, Agnès Callamard.

Sabe-se ainda, que o tribunal de inquérito de Russafa, o setor oriental de Bagdad, decidiu emitir um mandado de detenção contra o presidente cessante dos Estados Unidos da América, Donald Trump, em conformidade com o artigo 406 do Código Penal iraquiano, conforme indica um comunicado da Autoridade Judiciária, citado pela Lusa.

Este artigo prevê a pena de morte para qualquer homicídio premeditado, mas o tribunal assegura ter concluído o inquérito preliminar, adiantando que "as investigações prosseguem para desmascarar os autores deste crime, sejam iraquianos ou estrangeiros”.

Convém salientar que os assassínios desencadearam uma crise diplomática e levaram à aprovação pelo parlamento iraquiano de uma resolução não vinculativa para pressionar o governo a expulsar as tropas estrangeiras do país, incluindo as norte-americanas. Por outro lado, as milícias apoiadas pelo Irão intensificaram os ataques contra a presença norte-americana no Iraque, levando Washington a ameaçar fechar a sua embaixada em Bagdad.

Recorde-se que há um ano que os pró-Irão no Iraque acusam o primeiro-ministro iraquiano, Mustafa al-Kazimi, na altura chefe do serviço de informações, de cumplicidade nestes assassínios. “O primeiro aniversário da morte dos dois homens agravou o clima político no Iraque, já tenso com a aproximação das legislativas prometidas para Junho”, escreve a nossa fonte.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project