ACTUALIDADE

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Manifesto Feminista: Primeira-dama defende mais acções junto das comunidades 24 Mar�o 2022

A primeira-dama, Débora Carvalho, defendeu hoje mais acções junto das comunidades na identificação dos problemas e especificidades de cada uma, como forma de se conseguir dar um “outro passo” naquilo que é o “verdadeiro impacto” das acções preconizadas.

Manifesto Feminista: Primeira-dama defende mais acções junto das comunidades

Essas afirmações foram feitas pela primeira-dama à margem do lançamento do Manifesto Feminista de Cabo Verde, uma iniciativa do Movimento Ecofeminismo /Mulheres e Mudanças Climáticas de Cabo Verde, que resulta do fórum “Mulheres Pela Equidade de Género: Agenda Feminista e Empoderamento das Mulheres em Cabo Verde”.

Para Débora Carvalho, este é um manifesto da “dignidade da pessoa humana”, que considera um “excelente instrumento de políticas públicas”, resultantes de um diálogo social a vários níveis, e com propostas e iniciativas concretas.
“Uma das propostas que me chamou a atenção, por exemplo, é o apoio social e jurídico para mulheres do sector informal no período de gestação e amamentação. Temos questões também ligadas à violência sexual das crianças, a violência climática e ambiental que estamos a vivenciar”, indicou.

Segundo Débora Carvalho, é fácil quando se passa em qualquer rua na cidade da Praia se deparar com pessoas a contar as árvores, mas, acrescenta, é muito difícil encontrar pessoas no, com o mesmo ritmo que cortam, a plantar árvores.

“Então temos este segmento de mulheres que identificam um conjunto de iniciativas que trazem dignidade humana, mas também soluções para o clima, ambiente, para que todos possamos viver mais em harmonia, com pessoas”, salientou.

Neste sentido, pede às pessoas, a toda a sociedade civil e aos líderes, a terem acesso a este documento, que segundo Débora de Carvalho, é fruto de um diálogo social “intenso e muito bem feito” e que merece ser posto em prática.

“Acho que precisamos de muito trabalho de acção na comunidade, cada comunidade é diferente uma da outra, com problemas e especificidades diferentes, então a abordagem que precisamos adotar é trabalhar a comunidades de perto, da comunidade para comunidade, e aí sim, parece que conseguiremos dar um outro passo naquilo que é ter o verdadeiro impacto das nossas acções”, perspectivou.

Para isso, defende que a sociedade precisa de cidadãos activos que tomem os problemas da sua comunidade e sigam com acções.

Por seu lado, a representante do Movimento Eco-feminismo, Maria José Veiga, esclareceu que a ideia deste manifesto é conscientizar, problematizar, fazer advocacia e agir em prol do desenvolvimento das mulheres, ao mesmo tempo no relacionamento com os homens, de modo a ter a equidade social e coesão social que o país precisa.

“Como se sabe, temos ainda uma sociedade com o sistema patriarcal, que herdamos de tradições passadas, então é preciso que se quebre este paradigma para mulheres e homens terem o mesmo espaço de liberdade, de convivência, sobretudo, para que tenhamos menos feminicídio, violência baseada no género e ter a equidade e coesão social de que precisamos”, reforçou.

Para esta responsável, o propósito é, ainda, engajar toda a entidade pública que trabalha esta problemática para ajudar a efectivar as propostas, tanto na área da educação, de políticas públicas, de desenvolvimento social e económico das mulheres, em igualdade com os homens para se ter uma “sociedade mais bonita e sã”.

O Manifesto Feminista é um documento totalmente digital, encontra-se na pagina do Movimento Eco-Feminismo/Mulheres e Mudanças Climáticas, para os interessados conhecerem, mas também darem ideias e sugestões de modo a enriquecê-lo. A Semana com Inforpress

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project