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Manter escolas a todo o custo? E o contrário? 11 Maio 2019

Alunos e ex-alunos, jovens de outras escolas verbalizam com um "não acredito". Cidadãos repetem que não entendem. Pergunta-se: como se explica que uma escola ativa, que serve uma população escolar bem viva, a viver nas proximidades do mesmo bairrro e cidade, em distâncias calcorreadas a pé esteja a ser desativada? São salas cheias de alunos, numa escola até a rebentar pelas costuras — como é que alguém em seu perfeito juízo pode pensar em desativá-la? Porque é que deixa de ser escola, sem uma justificação plausível? E esta seria a sua ausência de utilidade como estabelecimento de ensino, o que tudo, desde a sua atual vitalidade e até a própria história da sua edificação, contraria.

Manter escolas a todo o custo? E o contrário?

Como se explica desmantelar uma escola que serve uma população escolar bem viva, a viver nas proximidades do mesmo bairro e cidade, em distâncias calcorreadas a pé?

Que estudos mesmo que só virados para a questão económica poderiam ter determinado que salas cheias de alunos, numa escola até a rebentar pelas costuras, com 1800 alunos, deixaram de ter utilidade?

Que estudos económico-sociais tivessem ditado a sua inutilidade como estabelecimento de ensino … isso, sim, seria uma base para discutir.

Mas sem racionalidade em cima da mesa, como pode haver discussão?

Entretanto, de outras paragens chegam-nos notícias de escolas que, para manterem as portas abertas, recorrem a todos os meios possíveis. Uma luta pela sobrevivência, que leva a manter turmas com um número reduzido de alunos. Que leva a criar atividades extracurriculares. Que leva a gerar uma maior proximidade entre as gerações, através da escola.

Escolas com uma história de vida que constitui documento de uma época a serem mantidas como polos culturais.

O contrário vai acontecer aqui?

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