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Mário Lúcio lança "O Diabo foi meu Padeiro" em Assomada 03 Dezembro 2019

Após um primeiro lançamento em Portugal, Cabo Verde regista esta semana o lançamento do último romance de Mário Lúcio Sousa na Praia, em Assomada e no Tarrafal. Intitulado “O Diabo foi meu Padeiro”, a obra será apresentada por António Alte Pinho, na sexta-feira, 06, no Centro Cultural Norberto Tavares, em Assomada.

Mário Lúcio lança

Cantor, compositor, artista plástico e escritor, Mário Lúcio Sousa foi Ministro da Cultura, do anterior governo do PAICV, e é considerado um dos grandes intelectuais cabo-verdianos da atualidade, revela uma nota do apresentador.

Segundo a mesma fonte fonte, entre a escrita literária e a investigação histórica, Mário Lúcio ajuda-nos a perceber a história trágica do Campo de Concentração do Tarrafal, por onde passaram várias gerações de resistentes antifascistas portugueses e de nacionalistas africanos, nomeadamente cabo-verdianos.

Editada pela Dom Quixote, grupo Leya, a obra, prossegue a nota, assinala os 45 anos do encerramento do Campo de Concentração do Tarrafal – hoje, Museu da Resistência, numa viagem pela voz de vários prisioneiros de nome Pedro, provenientes de Portugal, Guiné, Angola e Cabo Verde.

«Trata-se de uma homenagem àqueles que ao longo dos tempos, de várias gerações e latitudes, tiveram a coragem de resistir e de lutar contra o colonial-fascismo, levantando a bandeira da liberdade dos povos», destaca.

Campo da morte lenta

A Colónia Penal do Tarrafal, situada ironicamente, no lugar de Chão Bom, concelho do Tarrafal, foi criada pelo regime colonial-fascista ao abrigo do Decreto-Lei n.º 26 539, de 23 de Abril de 1936.

«Em 18 de outubro de 1936 partiram de Lisboa os primeiros 152 detidos, entre os quais se contavam participantes na revolta de 18 de Janeiro de 1934, na Marinha Grande, e alguns dos marinheiros que tinham participado na revolta, ocorrida a bordo de navios de guerra no Tejo, a 08 de Setembro daquele ano», descreve a nota referida.

Conhecido também como “Campo da morte lenta”, acabou por ser extinto em 1956, porém reativado em 1961, através de uma portaria assinada pelo então ministro do Ultramar, Adriano Moreira, começando a receber nacionalistas africanos que, nas então colónias portuguesas, lutavam pela independência nacional, conclui a fonte que vimos citando.

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