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Menor angolano que França ameaça expulsar, entrou em 2015 com 14 anos “para fugir da morte em Angola” 29 Agosto 2018

O angolano hoje com 17 anos contou o seu infortúnio à ’Radio France International’: ameaçado de morte em Angola, a França negou-lhe o pedido de asilo e ele entrou na clandestinidade. Esteve três anos a viver com documentos falsos até ser apanhado. Está ameaçado de expulsão.

Menor angolano que França ameaça expulsar, entrou em 2015 com 14 anos “para fugir da morte em Angola”

O jovem relatou à RFI, sob anonimato, o seu drama que contém um acidente mortal, uma grande dor seguida de uma absurda sede de vingança e separação forçada.

"R" contou que os pais meteram-no num avião para França depois que o irmão e a irmã dele foram assassinados, a mando duma família cuja filha fora atropelada pelo pai de "R".

Ao chegar à França, "R" tentou obter asilo humanitário. Foi-lhe negado e deram-lhe um prazo para deixar o país. Temendo pela própria vida, "R" entrou na clandestinidade. Embora não tenha entrado em detalhes, sabe-se que em França há redes, algumas na ’darknet’, a trabalhar ativamente para forjar identidades a pedido (vide notícia no link abaixo).

"R" esteve três anos a viver com documentos falsos, no sul de França. Assim, deixou de poder contactar diretamente com os pais, com medo de vir a ser identificado.

Na semana passada estava a ajudar uma família amiga na sua mudança de casa, de Arles para Toulouse, no centro-oeste. O carro de mudanças foi detido numa operação stop perto de Toulouse.

"R" foi apanhado devido aos ’papéis’ falsificados. Esteve detido dois dias até ser apresentado em tribunal, que o manteve detido enquanto aguarda a sentença sobre a ordem de expulsão.

Um grupo de advogados está a defendê-lo e apresentou em tribunal o seu histórico escolar exemplar — completou com "grande sucesso" três anos de escolaridade — na tentativa desesperada de evitar a expulsão deste menor angolano que os pais meteram num avião para Paris aos 14 anos, “para não ser morto em Angola”.

Fontes: RFI. França: Mãe ‘normal’ chefiava plataforma ilegal na ‘darknet’ — Tráfico de armas, drogas, roubo de dados, 23.8.2018

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