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Mentira de 2011 em versão de 2016 continua solta na ’Web’ partilhada por "atentos" 09 Mar�o 2019

O "alerta", falso, sobre o ’vírus Machupo’ alegadamente contido no Paracetamol P-500, amalgama como eficaz ’fake news’ o falso e o verdadeiro.

Mentira de 2011 em versão de 2016 continua solta na ’Web’ partilhada por

Os primeiros "alertas" "urgentes" maiusculados provêm de amigos verdadeiros, desde a América à África passando pela Europa e Ásia (sim!). Quem tem muitos amigos deve ter recebido mais destes falsos alertas.

Recebi-os há tempos, volto a recebê-los neste Dia da Mulher. Deve haver uma relação entre a data e o reacender, cogito.

Repete-se que é aviso, que é urgente. Tudo em maiúsculas de novo.

O "alerta", falso, sobre o ’vírus Machupo’ alegadamente contido no Paracetamol P-500 , dá como fonte a Rádio Nacional de Angola — aquele e esta são autênticos! "O vírus Machupo" é descrito na literatura médica (seja no volumezinho do já velhinho ’Médico em Casa’, seja aqui na internet).

Estamos no universo das ’Fake news’ com intentos escusos que só o tempo dirá. Com uma metodologia própria que amalgama a verdade e a mentira num mesmo cadinho. Põe sob o mesmo nó, irmanando-os, o falso e o verdadeiro.

Os dez mais perigosos do mundo

Segundo a Deutsche Welle informava em 2016, em plena pandemia de Zika (desmontando o alarme social criado em todo o mundo com alertas dados, não pelos social-media mas até por organismos oficiais), o vírus de Machupo está entre os dez mais perigosos do mundo. Veja lista abaixo (baseada no original alemão, para nada perder na tradução), por ordem decrescente de periculosidade.

1. Vírus de Marburg. O vírus mais perigoso do mundo é o Marburg – do nome de uma cidadezinha alemã às margens do rio Lahn, onde o vírus foi classificado pela primeira vez. O Marburg provoca febre hemorrágica e, assim como o ébola, causa convulsões e sangramentos das mucosas, da pele e dos órgãos. A taxa de mortalidade do vírus é de 90%.

2. Ébola. Existem cinco tipos de ébola, cada um nomeado segundo a região ou país de Áfricaonde foi documentado: Zaire, Sudão, Tai Forest, Bundibugyo e Reston. O mais mortal deles é o Zaire, com uma taxa de mortalidade de 90%. Em 2017 o Ébola do Zaire flagelou vários países da África Ocidental, com maior gravidade a Guiné-Concacri, Serra-Leoa e Libéria, onde segundo cientistas, o vírus foi transmitido por morcegos trazidos para as cidades.

3. Hantavírus. O termo hantavírus abrange diversos tipos de vírus. O nome vem de um rio onde os primeiros soldados americanos infectados pensaram ter contraído a doença, durante a Guerra da Coreia, em 1950. Os sintomas incluem doença pulmonar, febre e insuficiência renal.

4. H5N1. Os vários tipos de vírus da gripe aviária costumam causar pânico, o que talvez seja justificado pela taxa de mortalidade, que é de 70%. Mas o risco de contrair o vírus do tipo H5N1, um dos mais conhecidos, é muito baixo. O contágio só ocorre através do contacto direto com as aves infetadas. Acredita-se que isso explique por que a maioria dos casos ocorre na Ásia, onde muitas pessoas vivem próximas a galinhas.

5. Lassa. Uma enfermeira na Nigéria foi a primeira pessoa a ser infetada pelo vírus de Lassa, transmitido por roedores. Os casos podem ser endémicos: se o vírus ocorre numa região específica, esta pode voltar a ter a ocorrência de novo surto a qualquer momento. Cientistas estimam que 15% dos roedores na região oeste-africana sejam portadores do vírus.

6. Junin. O vírus Junin é associado à febre hemorrágica argentina. As pessoas infetadas apresentam inflamações nos tecidos, hemorragia e sepsia – uma inflamação geral do organismo. O problema é que os sintomas parecem ser tão comuns que a doença raramente é detetada ou identificada à primeira vista.

7. Crimeia-Congo. O vírus da Crimeia-Congo é transmitido por carrapatos. Ele é semelhante ao ébola e ao Marburg na forma como se desenvolve. Durante os primeiros dias de infeção, os doentes apresentam sangramentos na face, na boca e na faringe.

8. Machupo. O vírus Machupo está associado à febre hemorrágica boliviana. A infeção causa febre alta, acompanhada de fortes sangramentos. Ele desenvolve-se de maneira semelhante ao vírus Junin. O Machupo pode ser transmitido de humano para humano, e roedores frequentemente são portadores.

9. Kyansur. O vírus da floresta de Kyansur, na costa sudoeste da Índia, conhecido desde 1955, é transmitido por carrapatos, mas supõe-se que ratos, aves e suínos também possam ser hospedeiros. As pessoas infetadas apresentam febre alta, dores de cabeça intensas e dores musculares, que podem causar hemorragias.

10. Dengue. A dengue é uma ameaça constante nos trópicos. Transmitida por mosquitos, a doença afeta entre 50 e 100 milhões de pessoas por ano. Apesar de atingir regiões turísticas como a Tailândia e a Índia, o vírus representa um problema sobretudo para os dois mil milhões de habitantes que vivem nas áreas ameaçadas. LS

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