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São Vicente de luto: Cantora Dulce Matias morre na sequência de uma queda 18 Dezembro 2021

A comunidade artística nacional e de São Vicente em particular está de luto com a cantora sanvicentina Dulce Matias que faleceu, na noite desta sexta-feira, 17, na sequência de uma queda num dos restaurantes da cidade do Mindelo, onde se encontrava num convívio familiar e ia decorrer um concerto musical. Cabo Verde ficou culturalmente mais pobre com a “partida» de Dulce Matias, que ficou celebrizada como a dona de uma voz rouca e que tinha a morna e a coladeira como sendo géneros musicais da sua preferência.

São Vicente de luto: Cantora Dulce Matias morre na sequência de uma queda

A notícia foi acolhida com consternação e surpresa pela comunidade artística e fãs de Dulce Matias, cuja maioria da família é oriunda da aldeia piscatória de Salamansa, que fica a norte de São de Vicente, perto da Baía das Gatas. É que vinda da França onde residia há vários anos, Dulce se encontrava de férias com a família no Mindelo, nesta época festiva da passagem do ano.

Segundo a Inforpress que cita informações de testemunhas oculares no local de acidente, a artista terá se escorregado numa pequena escada e batido a cabeça no chão, o que terá provocado a sua morte.

Dulce Matias, nascida e criada em Cabo Verde, optou pela emigração em 1984. A música entra na sua vida ainda muito cedo. Nas recordações da sua pequena infância, a mãe é “uma mulher simples” e cantadeira e do avô, o violinista Nhó Xima, herdou o ritmo.

Dulce Matias era dona de uma voz rouca e tinha como um dos seus ritmos de eleição a morna e a coladeira.

Segundo a fonte referida, a cantora tem dois discos no seu currículo: “Reservóde” (1999, que depois de reeditado em 2001, pela Idéalsongs Music passaria a chamar-se “Razâo d’existi”) e “Mel D´Cana”, álbum lançado em 2004 e que lhe valeu a nomeação para o Kora Awards 2004, na categoria de Melhor Cantora da África Ocidental.

Dulce Matias faleceu a 17 de Dezembro, data que já se mostra madrasta para a classe artística feminina cabo-verdiana, já que agora em 2021 assinala-se os dez anos da morte de Cesária Évora, um ano sobre a morte de Celina Pereira e agora a Dulce Matias, lembra a Inforpress.

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