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México: Rapper confessou ter dissolvido cadáveres de três estudantes em ácido 30 Abril 2018

Um rapper mexicano confessou ter sido ele a livrar-se dos corpos de três estudantes de cinema, a mando do cartel Nova Geração de Jalisco, num caso que está a gerar grande consternação no país.

México: Rapper confessou ter dissolvido cadáveres de três estudantes em ácido

Christian Palma Gutiérrez, conhecido no mundo artístico como QBA, disse às autoridades que recebia cerca de 130 euros por semana do grupo criminoso, depois de ter sido recrutado por um amigo, três meses antes de ser detido pelas autoridades mexicanas. "Ele participou em três outros homicídios", disse a líder da investigação à morte dos estudantes à agência France Presse.

As autoridades estão agora a investigar os vídeo do rapper no YouTube, para tentar encontrar indícios de participação em outros crimes. Filmados nas zonas pobres da cidade de Guadalajara, no estado de Jalisco, os vídeos mostram frequentemente armas, consumo de droga e num deles surge um homem ensanguentado e de mãos amarradas.

Há mais um suspeito detido e as autoridades procuram outros cinco envolvidos no triplo homicídio.

O três estudantes de cinema, Daniel Diaz (20 anos), Marco Avalos (20 anos) e Salomon Aceves Gastelum (25 anos), foram sequestrados, torturados e executados, antes dos corpos serem dissolvidos em ácido, afirmaram os investigadores. Os estudantes tinham desaparecido ao voltarem de uma sessão de filmagens, nos subúrbios de Guadalajara, no âmbito dos estudos para a universidade, a 19 de março.

A confirmação da morte destes estudantes foi dada ao serem descobertos vários barris cheios de ácido numa casa em Tonala, nos subúrbios de Guadalajara. Testes de ADN confirmaram que os três corpos foram dissolvidos em ácido naquela casa. Uma das investigadoras, Lizette Torres, disse que os assassinos provavelmente pertencem ao cartel Nova Geração de Jalisco, um poderoso grupo criminoso que opera na região.

Não há indicação de que os estudantes "tivessem qualquer ligação com um cartel", acrescentou. Os investigadores disseram acreditar, no entanto, no envolvimento de um familiar de uma das vítimas com um cartel rival e que os estudantes foram mortos por vingança.

Mais de 33 mil pessoas estão desaparecidas no México e casos de desaparecimentos raramente são resolvidos, num país onde mais de 90% dos crimes não são resolvidos. Fonte: JN-PT

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