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Mindelo: MPDSV denuncia poluição sonora grave e falta de sensibilidade por parte do Presidente da Câmara em resolver o problema 25 Janeiro 2020

O Movimento para o Desenvolvimento de São Vicente (MPDSV) encontrou, esta sexta-feira, com a imprensa para denunciar aquilo que considera ser o barulho sonoro provocado por animações musicais na cidade do Mindelo, que está a tirar o sossego a muita gente, com destaque para pessoas idosas. A direção do movimento, representada por Marino Delgado e Lídio Silva, responsabiliza o Presidente da Câmara por essa situação que qualifica de incómoda, por ser ele que está a autorizar licenças para tais actividades noturnas.

Mindelo: MPDSV denuncia poluição sonora grave e falta de sensibilidade por parte do Presidente da Câmara em resolver o problema

«Às vítimas da poluição sonora! A vossa dor é a nossa dor; O vosso desespero é o nosso desespero; A vossa afronta é a nossa afronta; A vossa raiva é a nossa raiva contra a brutalidade de um poder local que promove a poluição sonora, insensível à vida e ao bem-estar dos munícipes de São Vicente», diz o movimento.

Segundo Marino Delegado, o MPDSV diz estar assim a denunciar essas más práticas da governação municipal, praticas essas abusivas e irresponsáveis. « O movimento está assim a apoiar e dar força às vítimas da poluição sonora e pedir publicamente, ao Presidente da Câmara Municipal de São Vicente para parar de emitir essas licenças de ruído que são ilegais, porque violam a lei», sustentou.

Anuncia que o Movimento para o Desenvolvimento de São Vicente já recebeu queixas de moradores da Rua Cristiano de Sena Barcelos e da Praça Nova, sobre a situação insuportável do barulho nas horas de repouso de que foram vítimas, durante vários dias, resultante de licenças de ruído passadas pelo Presidente da Câmara Municipal, Augusto Neves, violando ostensivamente a lei. Considera que isto é grave, sobretudo da parte de uma autoridade, demonstrando a sua insensibilidade com a vida das pessoas e o fracasso da sua política como gestor da Cidade do Mindelo.

«Referimo-nos aos últimos acontecimentos: licenças emitidas em dias seguidos, 20/21; 21/22, na primeira noite, até às 04H00 de manhã; na segunda, até às 05H00 e no dia 24/25 até às 06h00, do passado mês de dezembro, para o espaço onde o MindelHotel faz festas ao ar livre. Queixam-se os moradores de que as festas comportam um elevado nível de poluição sonora, de vibração e trepidação, de tal modo que as janelas dos apartamentos mais próximos trepidam violentamente pelo impacto das ondas sonoras de potentíssimas colunas de som. São noites insuportáveis, de tortura física, psíquica, de desespero e de muita raiva pelos abusos e pela insensibilidade do poder autárquico, noites que dão cabo da saúde dos moradores, em que ninguém consegue dormir nem de dia, nem de noite, porque de dia é preciso se afinar os instrumentos e fazer os ensaios», descreveu.

Delgado referiu a um outro caso: um palco montado na Praça Nova, encostado à Casa da Dona Armandina, uma senhora com uma idade muito avançada com sérios problemas de saúde, quase que lhe metiam uma coluna de som dentro da janela. « É uma situação que demonstra até onde chega a falta de respeito para com a vida e a saúde das pessoas. Os familiares chamam a polícia para se inteirar e verificar o absurdo da situação, veio o Comandante, declara-se contra a situação, mas diz-se impotente para agir perante uma licença ilegal emitida pelo Presidente da Câmara Municipal, Dr. Augusto Neves. A única certeza que dá, é de parar as atividades na hora exata. Outros moradores entram em contacto com a Câmara, através do Vereador Rodrigo, o segundo homem, este nada faz para mandar mudar o palco. Sabe-se que o Presidente é inacessível e prepotente. O que ele determina, bem ou mal, cumpra-se», reportou.

Segundo a mesma fonte, a dona Armandina teve de ser retirada da sua residência durante os dias em que o palco esteve em atividade. «E se não tivesse familiares próximos? Seria torturada até a morte. Uma barbaridade! Outras pessoas tiveram também que abandonar as suas residências. Toda a zona foi brutalmente perturbada durante vários dias nas horas de repouso. Isso é inaceitável num Estado de direito», criticou o MPDSV.
O movimento conclui que a Polícia não atua para repor a normalidade, os Deputados não fiscalizam e a Procuradoria da República não ordena o cumprimento da legalidade. «Mas, mesmo que o país não tivesse uma Constituição e não tivesse uma lei da poluição sonora, o mínimo que se esperava de quem o povo colocou num cargo de tão grande responsabilidade, é o respeito pela vida e a dignidade das pessoas - pelos velhos, pelos doentes e pelas crianças, bem como pela Cidade. Um princípio básico que, segundo o MPDSV, sustenta a harmonia entre os humanos.

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