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Ministério da Cultura terá este ano orçamento muito inferior a 400 mil contos 08 Julho 2021

O ministro da Cultura, Abraão Vicente, avançou hoje que o sector vai ter este ano um orçamento muito inferior a 400 mil contos, defendendo a necessidade de se planificar e formalizar o sector no contexto da covid-19

Ministério da Cultura terá este ano orçamento muito inferior a 400 mil contos

Segundo escreve a Inforpress, o responsável pela pasta da Cultura e das Indústrias Criativas fez estas declarações quando falava aos jornalistas à margem da reunião com todos os vereadores da cultura de Cabo Verde, para apresentar o programa do Governo da X Legislatura relacionado com o referido sector.

Segundo este responsável, dentro de dias será aprovado o Orçamento Rectificativo e tendo em conta o impacto negativo da pandemia, há necessidade de planificação e formalização do sector, apontando que deve haver nas câmaras municipais especialização de determinados eventos culturais.

“É preciso formalizar o sector, fazer com que as câmaras municipais especializem os seus municípios em determinados tipos de eventos, para que não tenhamos cada município a puxar para o seu lado, a fazer os mesmos eventos, com os mesmos festivais, com os mesmos artistas e actividades, em detrimento do empoderamento local, das suas potencialidades e das valências positivas que cada município deve trazer para a programação nacional”, declarou.

Segundo adiantou, o orçamento do Ministério da Cultura prevê “cortes significativos”, tendo realçado que para este ano o valor destinado ao sector é de 370 mil contos e que com esta redução o sector fica “amputado” até ao final do ano, mostrando-se expectante que a crise irá passar para que orçamento do próximo ano seja a partir daquilo que foi disponibilizado em 2019.

“Estamos condicionados, vamos ter um orçamento muito inferior a 400 mil contos, estamos com o orçamento de 370 mil contos, sendo que mais de 85% é consumido com os gastos fixos entre o salário dos funcionários e as despesas do funcionamento das instituições”, salientou.

O governante ressaltou, no entanto, ser “importante” que os agentes culturais percebam que não existem várias caixas fortes no Governo, mas que existe apenas o tesouro do Estado e que a verba para o sector é disponibilizada pelo Estado.

Para este ano, adiantou, a grande prioridade a nível de obras é terminar o CNAD, estancar a degradação do aqueduto Ponte Canal na Ribeira Grande (Santo Antão), terminar a igreja de Santa Catarina, frisando que tendo em conta o actual contexto, será impossível avançar com as grandes obras no referido sector.

Garantiu, por outro lado, que o Ministério da Cultura irá dar continuidade aos trabalhos de valorização da tabanca, financiar pequenos projectos artísticos, afiançando que o sector não vai parar.

“Neste momento, não vai haver financiamento para grandes eventos, este ano na lógica de que existe um cofre geral de Estado, as prioridades não passam pelo financiamento massivo no sector da cultura como foi feito no mandato anterior, portanto, neste momento é gerir as expectativas, convencer os autarcas que é possível continuar a fazer cultura e programação de qualidade sem um investimento muito volumoso”, concluiu.

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