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Ministro da Saúde e morte da criança Sharom: “Se depender de mim um doente chega e é transferido no dia seguinte para tratamento” 11 Agosto 2019

O ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, disse hoje que se depender apenas dele, um doente chega e é transferido no dia seguinte, para fora para continuar o tratamento. Referindo-se ao caso da criança Sharom de quatro anos que perdeu a vida em S.Vicente, Arlindo Rosário disse que não é verdade que o Ministério da Saúde deixou ou não quis mandar o doente para tratamento no exterior.

Ministro da Saúde e morte da criança Sharom: “Se depender de mim um doente chega e é transferido no dia seguinte para tratamento”

Citado pela Inforpress, o titular da pastada Saúda, que presidia à abertura da unidade sanitária de base (USB) de Monte Largo do Fogo, zona sul do município de
São Filipe, disse que a transferência imediata do paciente seria óptima, observando que ele é médico com 30 anos de carreira que trabalhou numa ilha onde é preciso fazer a transferência de doentes para outros hospitais.

Sem fazer qualquer alusão ao caso da criança de quatro anos que perdeu, esta sexta-feira,09, a vida em S.Vicente, Arlindo Rosário disse que não é verdade que o Ministério da Saúde deixou ou não quis mandar o doente para tratamento no exterior.

Explicou que o seu ministério tem feito um “esforço enorme” para transferir doentes e que a Embaixada tem feito também “um trabalho enorme junto” da Direcção-Geral de Saúde de Portugal na marcação das consultas.

“Se formos conscientes determinadas coisas, deixávamos de lá, e não aproveitar o sofrimento de pessoas. Não é bom para o e para o seu desenvolvimento”, disse Arlindo do Rosário, na localidade de Monte Largo.

Segundo ainda a Inforpres, o governante reconheceu que existe um grande problema por resolver ainda, que é o envio de doentes para tratamento fora do país, porque Cabo Verde é dependente e não tem todas as condições para tratar situações mais complicadas, mas acredita que um dia o país terá essas condições.

Até lá, indica, o país continuará a enviar doentes para exterior e conta muito com a colaboração de Portugal, que, segundo o mesmo, tem sido um grande parceiro.

Numa espécie de resposta às perguntas formuladas pelas pessoas do porque é só Portugal, e não Senegal e outros países a acolher os doentes do país, Arlindo do Rosário disse que “se calhar podemos tentar estabelecer parcerias com outros países, mas é preciso dizer o que Portugal nos dá”.

Segundo o ministro, todas as despesas com o tratamento dos doentes cabo-verdianos que vão para Portugal são suportadas por este país, observando que se Cabo Verde conseguir a mesma coisa com os outros países poderá encaminhar doentes para tratamentos nestes países.

Arlindo do Rosário observa ainda que Portugal tem seus doentes e que recebe, além de pacientes de Cabo Verde, os de Angola, Guine e de outros países e, por isso, é preciso entender que não é da forma como o Ministério gostaria que fosse.

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