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Missa e procissão marcam celebração da festa de Nossa Senhora da Conceição 06 Dezembro 2022

Missa solene e procissão pelas principais artérias de S. Filipe constituem os pontos altos da celebração do 8 de dezembro, dia da santa padroeira da cidade e da Paróquia da Nossa Senhora da Conceição. A data é feriado municipal no concelho de São Filipe.

Missa e procissão marcam celebração da festa de Nossa Senhora da Conceição

Conforme registos históricos, em tempos idos São Filipe era uma paróquia e tinha como padroeiro Santo Filipe, que foi o primeiro nome com que foi batizada a ilha do Fogo. Atualmente a sua padroeira é Nossa Senhora da Conceição, que é também nome de uma freguesia, que ocupa uma grande extensão do concelho e se estende desde a Ribeira Pico, fronteira com a paróquia de São Lourenço, chegando até à Ribeira de Achada Poio, que faz fronteira com a paróquia de Santa Catarina do Fogo, contemplando oito capelanias com várias comunidades.

Segundo o programa elaborado, a festa de Nossa Senhora da Conceição está a ser este ano um pouco diferente dos anos anteriores. Começou com um mês de antecedência (8 de novembro) com a peregrinação da imagem da Nossa Senhora da Conceição pela residência de 19 famílias da cidade e dos bairros periféricos. A mesma foi levada pelos peregrinos para a parte baixa da cidade, tendo sido deslocada depois para Achada São Filipe, Cutelo de Açúcar (Lar de idoso Madre Teresa de Calcutá), Lém, Beltches, III Congresso, Cobom, Santa Filomena e Xaguate. As famílias referidas têm garantido a catolicidade e a proteção da imagem da santa, segundo o pároco Lourenço Rosa.

Já nas oito capelanias realizou-se, a partir do dia 29 de novembro, as novenas. No dia 2 de dezembro aconteceu a IV Edição do “Cantar à Maria”, que este ano teve como palco a Casa das Bandeiras, contando com a participação dos grupos corais da cidade e das capelanias, seguido de jantar-convívio.

Ainda no quadro das atividades de celebração da Nossa Senhora da Conceição, a paróquia homónima organizou, no dia 5 de dezembro, no largo de Cruz dos Passos, “Akathistos” (cantado de pé), considerado um dos cantos mais belos dedicados a Maria entoado no estilo bizantino.

Canta o mistério da encarnação salvífica do Verbo de Deus, desde a anunciação até à parusia, contemplando a Virgem Mãe indissoluvelmente unida a Cristo e à Igreja. Normalmente é cantada na Igreja Matriz de São Filipe, mas este ano a paróquia decidiu sair à rua, levando esta atividade para o Largo de Cruz dos Passos.

Mas a festa não fica por aqui. No dia 6 de Dezembro, o padre José Eduardo - que foi pároco de Nossa Senhora da Conceição e vai presidir a eucaristia -, faz a apresentação do seu livro “Deus que não possuímos”, no auditório Padre Pio Gottin.
Já no dia 7 realiza-se a tradicional procissão de vela com concentração e partida do bairro de Santa Filomena, seguindo depois até a Igreja Matriz. O ponto alto do festejo vai ser no dia 8, a partir das 10h30, com a missa solene de Nossa Senhora da Conceição, mais procissão e almoço convívio, este será servido nas redondezas da Igreja Matriz da cidade de São Filipe.

Quem é Nossa Senhora da Conceição?

Segundo a Igreja Católica, Nossa Senhora da Conceição é Maria, mãe de Jesus, concebida sem máculas de pecado original e teologicamente aprovada pela mesma igreja. Esta defende que Maria, ao ter sido escolhida por Deus para ser mãe do filho de Deus, não pode ter sido concebida em pecado.

Nascida na região da atual Palestina, há mais de dois mil anos, Nossa Senhora da Conceição teve como pais São Joaquim e Santa Ana. Consta que desde o início da sua existência a sua maior vocação foi ser a mãe do filho de Deus em sua forma humana quando veio ao mundo.

Segundo reza a doutrina da Igreja Católica, a Virgem Maria foi preservada do pecado original desde o primeiro instante de sua existência. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina.

A festa da Imaculada Conceição, comemorada a 8 de dezembro, foi inscrita no calendário litúrgico pelo Papa Sisto IV, a 28 de fevereiro de 1477. Já a Imaculada Conceição da Virgem Maria foi solenemente definida como dogma a 8 de dezembro de 1854, pelo Papa Pio IX.

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