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Guerra Rússia/Ucrânia: Mísseis hipersónicos russos e mortes na base militar de Mykolaiv. O ponto de situação ao 24.º dia de guerra 19 Mar�o 2022

Fora do teatro de guerra, a Polónia propôs à União Europeia a suspensão total do comércio com a Rússia. Na Noruega, quatro militares norte-americanos morreram durante exercícios da NATO.

Guerra Rússia/Ucrânia: Mísseis hipersónicos russos e mortes na base militar de Mykolaiv. O ponto de situação ao 24.º dia de guerra

O 24.º dia de conflito entre Moscovo e Kiev trouxe uma revelação russa, um pedido do presidente ucraniano e uma garantia de Sergei Lavrov. Estes foram os principais acontecimentos das primeiras horas deste sábado.

  • A Rússia, através do porta-voz do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov, admitiu pela primeira vez o uso de mísseis hipersónicos em contexto de guerra. De acordo com Konashenkov, os mísseis foram usados para destruir um depósito de mísseis e munições perto de Ivano-Frankivsk, no oeste da Ucrânia.
  • Um ataque russo a uma base militar em Mykolaiv vitimou pelo menos 40 soldados ucranianos. De acordo com o autarca de Mykolaiv, Oleksandr Senkevich, numa publicação no Facebook, o ataque foi "muito rápido", pelo que não houve tempo sequer de tocar as sirenes de alerta.
  • Mais a norte, em Makariv, um ataque com morteiros matou sete pessoas e feriu outras cinco. Em Severodonetsk, o governador local acusa as tropas russas de matarem quatro civis e ferirem dez em bombardeamentos.
  • O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky dirigiu-se à Rússia e a Putin, considerando ser "hora de falar" sobre um cessar-fogo. Zelensky anunciou também um programa de apoio para os ucranianos afetados pela invasão russa.
  • Quatro militares norte-americanos morreram na sequência da queda do helicóptero onde seguiam no norte da Noruega, onde estavam a participar em exercícios da NATO.
  • A Ucrânia afirma ter destruído 12 alvos aéreos russos, incluindo dois aviões e três helicópteros.
  • A Polónia propôs à União Europeia a suspensão total do comércio com a Rússia.
  • Os Estados Unidos comprometeram-se em fornecer veículos blindados de combate Stryker ao batalhão da NATO que será constituído na Bulgária, referiu o primeiro-ministro do país, Kirill Petkov.
  • O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, afirmou que a cooperação com a China “vai ficar mais forte” dado que o Ocidente está a “minar as fundações nas quais o sistema internacional se baseia".
  • Em virtude da crise energética, a Bélgica decidiu adiar em uma década um plano para eliminar a energia nuclear, que agora se estende até 2035.

Mais rápidos do que o som e impossíveis de neutralizar: como atacam os mísseis hipersónicos que a Rússia diz ter usado

Mísseis que a Rússia diz ter utilizado superam velocidade de 12 mil quilómetros por hora. Não há qualquer sistema de defesa antiaérea que os consiga neutralizar.

O porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, afirmou, este sábado, que a Rússia usou mísseis hipersónicos Kinzhal para destruir um depósito de mísseis e munições em Deliatyn, perto de Ivano-Frankivsk, no oeste da Ucrânia. A BBC assegura que é a primeira vez que a Rússia admite usar este tipo de armamento em combate.

Os mísseis hipersónicos podem viajar entre cinco a 25 vezes mais rápido do que a velocidade do som. Atualmente, não há nenhum sistema de defesa antiaérea que consiga neutralizar este tipo de mísseis, pelo que vários países, como os Estados Unidos, a China e a própria Rússia, têm investido fortemente no desenvolvimento deste tipo de armamento.

No caso dos mísseis Kinzhal, a sua velocidade é Mach 10 (cerca de 12,346 km/h). Estes mísseis fazem parte de um pacote de seis armas estratégicas anunciadas por Vladimir Putin, presidente da Rússia, em 2018. Têm um alcance máximo de cerca de 3000 quilómetros, variando consoante o tipo de avião em que são transportados, e foram concebidos para atingir navios e sistemas de defesa antiaérea da NATO.

A 7 de fevereiro, cerca de duas semanas antes do início da invasão da Ucrânia, vários meios de comunicação especializados e a revista Forbes reportaram que a Rússia transferiu vários caças MiG-31 equipados com mísseis Kinzhal do continente para Kaliningrado, território russo entre a Polónia e Lituânia junto ao Mar Báltico, mais concretamente para a base naval de Chernyakhovsk. Estes relatos não foram, contudo, confirmados.

Este sábado, o Ministério da Defesa russo garantiu também ter destruído centros de rádio e reconhecimento perto da cidade de Odessa, reporta a Interfax, usando mísseis costeiros de defesa. A Semana com CNN Portugal

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