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Mobilização de vários financiamentos marcam o sector de património cultural em 2022 – IPC 04 Janeiro 2023

O presidente do Instituto do Património Cultural (IPC destacou hoje a mobilização de financiamentos junto do Banco Mundial e da Unesco como “grandes marcos” para o sector do património cultural no ano de 2022.

Mobilização de vários financiamentos marcam o sector de património cultural em 2022 – IPC

Em declarações hoje à Inforpress, na Cidade da Praia, Jair Fernandes recordou 2022 como um ano de retoma das actividades económicas, sociais e culturais, após a pandemia da covid-19, e foi, em particular para o IPC, um ano da consolidação Institucional, devido aos projectos que já se encontravam em plena negociação antes do período pandémico.

“O período da covid-19, assim como nos outros sectores, permitiu-nos organizar a casa, planificar as acções e criar as condições para sua efetivação, mas durante o ano 2022 várias acções foram implementadas a começar pela legislação que tem sido um desígnio do instituto do património desde o regime jurídico dos museus até o regime jurídico do património cultural”, apontou.

Por outro lado, aquele responsável assinalou que o ano 2022 foi positivamente marcado pela mobilização de “vários financiamentos”, mormente do Banco Mundial, designadamente para apoiar no plano de salvaguarda da Cidade Velha, do Ponto de Canal na ilha de Santo Antão e na Urbanização da Cidade Velha, a partir deste ano.

A começar pelo Banco Mundial, apontou, “sem dúvida é um marco” para o sector de património cultural e IPC em particular, encontra-se na mesa de negociações um pacote de financiamento “muito importante” para Cabo Verde, com destaque para sectores tradicionais nomeadamente saúde, infra-estrutura, educação, turismo e o património cultural dentro deste pacote, com “projectos estruturantes” e já com concurso público internacional lançado.

“Refiro-me ao plano de salvaguarda da Cidade Velha, ao ponto de Canal na ilha de Santo Antão, mas também às possibilidades futuras que se abrem a partir deste grande pacote de financiamento que será a partir de 2023, a requalificação Urbana da Cidade Velha”, acrescentou Jair Fernandes.

O presidente do IPC destacou ainda os financiamentos mobilizados no quadro da Unesco, que permitiram segmentar alguns projectos na cidade berço, entre eles a musealização da Igreja da Nossa Senhora de Conceição.

Segundo o mesmo, outro “importante projecto” financiado pelo governo do Japão, através da Unesco, é a gestão dos sítios de património mundial pós-covid-19, que, a seu ver, foi “um acto importante” para Cabo Verde que, numa candidatura internacional, foi “o único país africano” a conseguir mobilizar cerca de 110 mil dólares, com a Cidade Velha.

“Destacaríamos também os financiamentos para a ilha da Boa Vista no quadro do Projecto Margulhar, que permitiu a reabilitação do edifício das alfândegas, que albergará o projecto do museu da arqueologia subaquática da ilha referida (…)” mencionou Jair Fernandes.

Por outro lado, a mesma fonte destacou como “grande desafio” a consolidação do sector património na agenda pública nacional, que foi ultrapassado “com sucesso”.

“Não poderíamos deixar de lado os grandes desafios que temos a nível da gestão dos centros históricos com dois casos particulares aqui na Cidade da Praia, caso da reconstrução no centro histórico da Praia Platô, que acabou por marcar também a agenda do ano 2022 um caso que ainda decorre nos tribunais. Um outro caso foi em São Vicente com o edifício Indepac que foi um caso um pouco mais pacifico”, mencionou.

Conforme Jair Fernandes, isso mostra a importância de se apostar não só na perspectiva do património subnacional, enquanto ativo para turismo, mas também enquanto ferramenta de gestão do território.

Outros desafios, identificou, residiram na questão da fidelização das reabilitações dos edifícios patrimoniais no quadro do Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidade (PRRA) que marca “um antes e um depois”, porque, explicou, há um compromisso estatal governamental, um engajamento “nunca antes visto” no sentido de se valorizar o património cultural em Cabo Verde.

A Semana com Inforpress

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