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Moçambique: 13,1 Milhões elegem o Presidente da República 15 Outubro 2019

Um total de 13,1 milhões de eleitores moçambicanos vai às urnas esta terça-feira, 15, para escolher o Presidente da República, 250 deputados do parlamento e, pela primeira vez, dez governadores provinciais e respetivas assembleias.

Moçambique: 13,1 Milhões elegem o Presidente da República

São quatro os candidatos à presidência, nomeadamente Filipe Nyusi, atual Presidente, que se recandidata a um segundo mandato pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo); Ossufo Momade , líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) , segundo maior partido; Daviz Simango, presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e Mário Albino em representação do partido Ação do Movimento Unido para a Salvação Integral (AMUSI).

Às eleições legislativas e provinciais apresentaram-se 26 partidos, mas só os três partidos com assento parlamentar no país (Frelimo, Renamo e MDM) concorrem nos 11 círculos eleitorais do território nacional, que se estende por 2.000 quilómetros, mais dois círculos da diáspora (África e resto do mundo). “Pela primeira vez, o ato envolve a eleição dos governadores das 10 províncias do país, que serão os cabeças-de-lista mais votados dos partidos concorrentes”.

A eleição dos governadores provinciais é uma velha aspiração da Renamo (principal partido da oposição), para tentar chegar ao poder nas regiões, e decorre da aprovação de um novo pacote de descentralização, no âmbito das negociações para o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional de Maputo, assinado no dia 06 de agosto entre Filipe Nyusi e Ossufo Momade.

À semelhança das ocasiões anteriores, este ano a violência marcou a campanha eleitoral, tendo sido registado pela Polícia da República de Moçambique (PRM), até esta segunda-feira, um total de 19 mortes, dos quais uma parte decorrentes de acidentes de viação. Organizações de observação apontam no entanto para cerca de 40 mortes entre acidentes de viação, confrontos e ataques envolvendo membros de diferentes partidos ou pessoas ligadas ao processo eleitoral.

O caso, que motivou repúdio generalizado aconteceu na segunda-feira, dia 07, quando um grupo de polícias terá perseguido e matado a tiro um dirigente de uma organização e observador eleitoral, reacendendo o debate sobre outros homicídios de figuras públicas críticas do poder e que nunca foram julgados, segundo escreve a Lusa.

Na província de Cabo Delgado, 10 mesas de voto, onde estão inscritos cerca de 5.400 eleitores, não vão abrir devido à destruição provocada pelos ataques armados que têm atingido aquela região do norte do país.

A votação teve o seu iníciio em todo o país, por volta das 07:00 horas e vai prolongar-se até às 18:00 horas, sendo que cada mesa de voto só encerra quando for atendida a última pessoa que àquela hora estiver na fila para votar. “Em todo o território nacional, haverá 20.162 mesas de voto e mais 407 no estrangeiro.

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