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Moçambique: Acordo de paz assinado entre governo e Renamo 01 Agosto 2019

Ao primeiro dia de agosto, a serra da Gorongosa volta a ser de novo o cenário escolhido para a histórica assinatura do acordo que cessa as hostilidades entre o governo liderado pelo presidente Filipe Nyusi e o principal partido da oposição, Renamo, desde janeiro liderado pelo eleito Ossufo Momade.

Moçambique: Acordo de paz assinado entre governo e Renamo

"Neste documento, as duas partes são responsabilizadas por se abster de todos os atos hostis ou ataques militares contra forças, posições ou propriedades e contra a população em geral", afirmou o presidente da República de Moçambique, na sua intervenção parlamentar de 31 de julho, sobre o acordo de paz com o principal partido da oposição do país assinado esta quinta-feira, 1 de agosto.

O acordo para o fim das hostilidades tem sido um longo processo. Alguns céticos lembram que o acordo assinado hoje (1 de agosto) entre Nyusi e Momade — um líder com forte oposição interna (Ver neste online Ossufo Momade eleito presidente da Renamo – Novo líder derrotou irmão de Dhlakama, 17.jan.2019) — foi precedido de outros, assinados e rompidos por alturas das eleições. Este é o terceiro acordo assinado entre a Renamo e o governo sustentado pela Frelimo.

Mais recente, como apontam os céticos, é designadamente o mal-estar no seio da Renamo desde que Ossufo Momade, eleito em 16 de janeiro para liderar o principal partido de oposição de Moçambique, procedeu a uma série de mexidas no partido (Ver neste online Guerrilheiros da Renamo ameaçam matar líder do partido caso não renuncie ao cargo, 13.jun.2019).

Há todavia muitos moçambicanos a depositar esperanças neste entendimento que resulta do diálogo mantido entre Filipe Nyusi e o falecido líder do principal partido da oposição, Afonso Dhlakama.

Eleições a 15 de outubro

Em ano de eleições gerais, Ossufo Momade afirma a necessidade de uma estratégia mais política e menos militar. "O nosso objetivo é ganhar as eleições, em outubro".

Para muitos, a justificação serve para apoiar o processo de exoneração de um total de 16 quadros, entre os quais, Manuel Bissopo, Chefe de Estado-Maior, 3 oficiais do braço armado do partido que foram transferidos da base da Gorongosa para antigas bases situadas em Manica e Tete, bem como cinco delegados provinciais em Tete, Manica, Sofala, Gaza e Cabo Delegado e ainda outros 2 delegados distritais respetivamente da Ilha de Moçambique e da cidade da Beira.

Fontes: AFP/O País/ DW.de/RFI/Arquivo. Fotos: Os dois protagonistas do terceiro acordo de paz entre o governo e a Renamo. A Barragem de Cabora Bassa, um grande ativo do país, exporta três quartos da sua produção hidroelétrica.

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