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Moçambique: Al-Shabab mais armado massacra dezenas, põe milhares em fuga de Palma, Cabo Delgado 30 Mar�o 2021

Esta segunda-feira, evidenciam-se na vila de Palma os sinais do ataque djihadista do grupo Ahlu Sunna wal Jamaa, filial do Al-Shabab, que começou na quarta-feira. Hoje "contam-se por dezenas de milhares os que fugiram só com a roupa no corpo para salvar a vida". Entre as largas dezenas dos que morreram massacrados, incluindo crianças decapitadas, na vila próxima do projeto de exploração de gás na costa nordeste de Moçambique, também constam trabalhadores estrangeiros.

Moçambique: Al-Shabab mais armado massacra dezenas, põe milhares em fuga de Palma, Cabo Delgado

O projeto do grupo francês Total, de exploração de gás nas proximidades da vila de Palma, já teve consequências indesejadas.

O que os habitantes pensaram que podia ser fonte de prosperidade local, só revelou a tragédia africana dos que vivem nas proximidades de um novo "eldorado" que atrai investidores estrangeiros mas também terroristas que as transformam em zonas de conflito mortíferas.

A surpresa do ataque numa região sob vigilância militar e outras forças de segurança mostra que mudou a situação dos que eram, até há pouco, djihadistas mal equipados. O grupo apareceu bem armado, não se sabe como entrou numa vila protegida.

As críticas mais fortes contra a "inoperância do exército" e outras forças repercutem sobre o chefe de Estado, Filipe Nyusi, cuja tentativa de diálogo tem sido apontada como "uma demonstração de fraqueza" (Moçambique: Presidente acena com amnistia a membros do Al-Shabab e outros militantes, 05.fev.021)

O balanço "parcial" ao fim do sexto dia ascendia já a "dezenas de milhares de vítimas", segundo um porta-voz do exército moçambicano.

Entre as vítimas mortais constam trabalhadores da Total de várias nacionalidades, entre outras, um britânico, vários sul-africanos, um português.

Os depoimentos dos sobreviventes são horríficos: "A nossa aldeia foi atacada de noite e as casas foram incendiadas", relatou uma mãe. "Quando tudo começou, estava sozinha em casa com os meus quatro filhos. Tentámos fugir para a mata, mas só conseguimos esconder. Quando eles agarraram o meu filho mais velho, degolaram-no e não pudemos fazer nada".

Outra mulher também relatou que viu os terroristas matarem-lhe o filho de onze anos. "Percebemos que não podíamos continuar na nossa aldeia

Fontes: BBC/Le Monde/DW. ODia.mz/… Relacionado: Moçambique: Al-Shabab controla base militar próxima das reservas de gás, 24.mar.020; Moçambique: "Degola" de crianças por al-Shabab, 17.mar.021; Moçambique: Presidente acena com amnistia a membros do Al-Shabab e outros militantes, 05.fev.021. Foto: O projeto do grupo francês Total, de exploração de gás nas proximidades da vila de Palma.

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