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Moçambique/Ataques: Forças governamentais abatem dez terroristas na Ilha de Matemo 19 Mar�o 2022

As Forças de Defesa e Segurança moçambicanas abateram na quarta-feira dez terroristas na Ilha de Matemo, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, decorrendo ainda a perseguição de combatentes, disse a polícia na noite de quinta-feira.

Moçambique/Ataques: Forças governamentais abatem dez terroristas na Ilha de Matemo

As Forças de Defesa e Segurança (FDS) moçambicanas abateram na quarta-feira dez terroristas na Ilha de Matemo, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, decorrendo ainda a perseguição de combatentes, disse a polícia na noite de quinta-feira.

“Dados preliminares dão conta de dez terroristas abatidos e diverso material bélico apreendido”, afirmou o porta-voz do comando da polícia na província de Cabo Delgado, Ernesto Madungue, numa declaração à imprensa.

Madungue avançou que os rebeldes mortos são parte de um grupo de insurgentes que invadiu a ilha de Matemo na madrugada de quarta-feira, para “aterrorizar a população”.

Após a invasão, foram mobilizadas as forças aérea e marítima, que travaram fortes combates com os insurgentes, acrescentou.

“Os terroristas ainda continuam na ilha, fazendo-se misturar com a população, razão pela qual as Forças de Defesa e Segurança ainda continuam no local para clarificar a situação”, afirmou.

O porta-voz da polícia em Cabo Delgado apelou aos pescadores e outros navegadores para não tentarem entrar na ilha, enquanto continuar a perseguição aos insurgentes.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas, aterrorizada desde 2017, por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 859 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas.

Desde julho, uma ofensiva das tropas governamentais com apoio do Ruanda a que se juntou depois a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) permitiu o aumento da segurança, recuperando várias zonas onde havia a presença dos rebeldes, que estavam ocupadas desde agosto de 2020.

A ação militar das forças conjuntas obrigou os grupos rebeldes a dispersarem-se e a atuar fracionados, voltando a protagonizar ataques esporádicos em áreas reconquistadas pelo Governo.

A Semana com Lusa

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