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Moçambique: Custo da corrupção no país é “violento” 11 Fevereiro 2021

O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) de Moçambique considerou "violento" o custo da corrupção no país, criticando a falta de mobilização da sociedade contra este tipo de delitos.

Moçambique: Custo da corrupção no país é “violento”

"O custo da corrupção continua violento na administração pública e o seu impacto atinge o cidadão pacato", disse o porta-voz do GCCC, Estêvão Manjate, em entrevista à Agência de Informação de Moçambique (AIM), conforme cita a Agência Lusa.

“Só em 2020, a corrupção resultou no desvio 1,3 mil milhões de meticais (14,2 milhões de euros) do Orçamento do Estado para benefício próprio dos gestores públicos, avançou Estêvão Manjate”, apontou a mesma fonte, acrescentando que este prejuízo foi mais evidente no contexto da pandemia de Covid-19, que mostrou a fragilidade das infraestruturas sociais moçambicanas.

Manjate apontou ainda, a grande e média corrupção caraterizadas pelo desvio de fundos na administração pública e protagonizadas por funcionários seniores e dirigentes como um dos maiores flagelos na administração pública.

Os setores da saúde, registos e notariados, Instituto Nacional de Transportes Terrestres (Inater), educação e alfândegas são apontados como os mais críticos, devido a uma maior procura de serviços pelos utentes, segundo o porta-voz do GCCC, citado pela Lusa, criticando a falta de mobilização social no combate ao abuso de recursos do Estado e a ausência de compromisso por parte dos quadros dirigentes.

"Quando se trata de lançamento de campanhas agrárias, de vacinação ou de processos eleitorais, observamos um envolvimento de todos, incluindo os governantes ao mais alto nível. No dia que conseguirmos isso em campanhas de combate à corrupção, vamos melhorar o índice de perceção sobre a corrupção", frisou, conforme escreve a nossa fonte.

Apesar dessa lacuna, Estêvão Manjate salientou que a justiça tem conseguido que 95% de processos sobre corrupção cheguem a julgamento, resultando na condenação dos implicados.

"Felizmente, 95% dos processos de corrupção, que são objeto de acusação tiveram arguidos responsabilizados", referiu o porta-voz do GCCC, conforme cita a Lusa.

Recorde-se que Moçambique perdeu um ponto, passando de 26 para 25, e caiu três posições, da 146.ª para 149.ª, na edição relativa a 2020 do Índice de Perceção da Corrupção da Transparência Internacional (TI), conclui a nossa fonte.

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